CUBA EXPLODE: 9ª NOITE DE PROTESTOS — Povo invade sede do PC, jovem é baleado e Havana bate panelas contra Díaz-Canel
Cuba vive a maior onda de protestos em anos. Na noite de sábado (14), moradores do bairro Nuevo Vedado, em Havana, realizaram um cacerolazo — batendo panelas e utensílios — contra o regime de Miguel Díaz-Canel, em mais uma noite de revolta popular pela crise energética e a escassez de alimentos. “Cacerolazo forte em Nuevo Vedado, perto de Boyeros e Tulipán. Todos somos Morón agora”, reportou a jornalista Yoani Sánchez, que divulgou vídeos com o som das panelas nas ruas escuras.
Foi a nona noite consecutiva de protestos na ilha. Além de Havana, moradores de Guatemala, no município de Mayarí (Holguín), tomaram as ruas gritando contra o regime no meio da escuridão — reflexo dos apagões que chegam a durar mais de 12 horas por dia. Na sexta-feira, a cidade de Morón, em Ciego de Ávila, registrou o protesto mais numeroso em meses: manifestantes invadiram a sede do Partido Comunista, causaram danos ao prédio e atearam fogo na via pública. Um jovem teria sido baleado por um agente policial durante o confronto — as redes sociais apontam que ele pode ser menor de idade.
Díaz-Canel reconheceu o “mal-estar social” mas ameaçou os manifestantes: “Para o vandalismo e a violência não haverá impunidade”. O ditador atribuiu a crise ao “bloqueio energético dos Estados Unidos”, enquanto o povo cubano vai às ruas famintos, sem luz e sem futuro. O Brasil, que mantém relações diplomáticas próximas com Havana e o governo Lula nunca condenou o regime, segue em silêncio constrangedor diante das imagens que chegam da ilha.
O que está acontecendo em Cuba
- 9ª noite consecutiva de cacerolazos em Havana e outras cidades
- Sede do Partido Comunista atacada em Morón — incêndio na via pública
- Jovem baleado durante confronto com a polícia em Morón
- Apagões de até 12 horas por dia, escassez de alimentos e combustível
- Díaz-Canel ameaça punir manifestantes enquanto atribui crise ao EUA