🚨 HOJE: CPMI do INSS vota relatório final com mais de 200 indiciados — documento tem 5 mil páginas
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS deve ler e votar nesta sexta-feira (27/3) o seu relatório final — um documento monumental de mais de 5 mil páginas que prevê o indiciamento de mais de 200 pessoas envolvidas nas fraudes contra aposentados e pensionistas.
Corrida contra o tempo após derrota no STF
A decisão de acelerar a votação foi anunciada pelo presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), na quinta-feira (26), horas depois de o Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitar, por 8 votos a 2, a prorrogação dos trabalhos da CPMI. Com o encerramento forçado, o colegiado tem até este sábado (28/3) para concluir as investigações.
“O relatório será lido amanhã, e espero que também seja votado no mesmo dia. Encerramos uma CPMI que, na história do Brasil, teve resultados expressivos. Nunca houve uma comissão com tanta firmeza e transparência”, declarou Viana após o julgamento no STF.
Mais de 200 indiciamentos e 5 mil páginas
O relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), confirmou que o documento final ultrapassa as 5 mil páginas e recomenda mais de 200 indiciamentos. O escopo da investigação foi ampliado ao longo dos trabalhos para incluir não apenas os descontos indevidos no INSS, mas também o escândalo do Banco Master e irregularidades em outras áreas.
- Relatório com mais de 5.000 páginas
- Mais de 200 indiciados
- Prazo final: sábado (28/3)
- Relator: dep. Alfredo Gaspar (União Brasil-AL)
- Presidente da CPMI: sen. Carlos Viana (Podemos-MG)
Governistas devem pedir vista
Há expectativa de que parlamentares governistas solicitem pedido de vista ainda nesta sexta — mecanismo que concede mais tempo para análise do texto. Caso isso ocorra, Viana já afirmou que convocará sessão extraordinária no sábado para garantir que o relatório seja votado antes do prazo definitivo.
STF encerrou a investigação por 8 a 2
Na quinta-feira, apenas os ministros André Mendonça e Luiz Fux votaram a favor da prorrogação da CPMI. Os demais — incluindo Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Flávio Dino, Cristiano Zanin, Kassio Nunes Marques, Cármen Lúcia, Gilmar Mendes e o presidente Edson Fachin — formaram maioria para encerrar a comissão. Para o senador Viana, a decisão representa o “fim do sonho dos aposentados roubados”.
Fontes: Metrópoles, G1/Globo, CNN Brasil, Correio Braziliense, Jovem Pan, Gazeta do Povo.