CPMI DO INSS: Dino mantém convocação de Leila Pereira — presidente do Palmeiras terá de depor sobre operações da Crefisa
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino decidiu nesta quarta-feira (11) manter a obrigatoriedade do depoimento da presidente do Palmeiras e dona da Crefisa, Leila Pereira, na CPMI do INSS. A empresária já havia faltado à oitiva inicial e tentou usar uma decisão sobre sigilos para escapar da convocação — mas o STF não aceitou o argumento.
A defesa de Leila tentou aproveitar a suspensão de quebra de sigilos concedida a Fábio Luís da Silva, o Lulinha, para anular também a convocação da empresária. Dino foi enfático ao separar as questões: “É evidente que a situação de quem sofre quebra de sigilo é diferente daquela de quem apenas é convocado para depor como testemunha. Não há violação da intimidade”, afirmou o ministro em sua decisão.
Apesar de manter a convocação, Dino afastou a possibilidade de condução coercitiva — ou seja, Leila não pode ser levada à força. O ministro permitiu que uma nova data seja agendada. A investigação foca nas operações da Crefisa, empresa de Leila que atua fortemente no setor de crédito consignado para aposentados e pensionistas do INSS. O depoimento é considerado peça-chave para os parlamentares entenderem o fluxo financeiro no sistema previdenciário.
Escândalo que envolve o governo Lula
A CPMI do INSS apura um esquema bilionário de desvios em benefícios de aposentados e pensionistas. As investigações já apontam para conexões com o entorno do governo federal. Leila Pereira é dona da Crefisa, empresa com forte atuação no crédito consignado — exatamente o segmento no centro das investigações.