CPMI DO INSS CORRE CONTRA O TEMPO: Parlamentares vão ao STF para salvar investigação que apura desvios de bilhões de aposentados
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS entrou na madrugada desta sexta-feira com um mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal para garantir a continuidade das investigações. O prazo da comissão vence em 28 de março — e sem uma decisão favorável do STF, anos de trabalho investigando desvios bilionários em benefícios de aposentados e pensionistas podem ser jogados fora.
Segundo os parlamentares, o requisito constitucional para a prorrogação foi cumprido: o número mínimo de assinaturas necessário pelo regimento do Congresso foi obtido. O problema está na formalização. Com Alcolumbre barrando a extensão dos trabalhos no Senado, os congressistas decidiram levar a questão ao Supremo, argumentando que a tentativa de encerrar a comissão antes da hora viola direitos constitucionais dos cidadãos que tiveram seus benefícios saqueados.
“A CPMI do INSS foi criada para esclarecer um dos episódios mais graves envolvendo aposentados e pensionistas brasileiros. Milhões de beneficiários foram atingidos por descontos indevidos e práticas que precisam ser investigadas com profundidade, responsabilidade e transparência”, diz a nota oficial da comissão. A investigação apura cobranças ilegais em benefícios que deixaram trabalhadores e idosos ainda mais vulneráveis financeiramente.
O que está em jogo
A CPMI já identificou irregularidades que envolvem sindicatos, associações de beneficiários e instituições financeiras. Com a convocação do ex-presidente da Contag para depor na segunda-feira, a comissão está ampliando o cerco aos esquemas de desvio. Encerrar agora seria enterrar provas — e isso, para os aposentados brasileiros que foram roubados, não é aceitável.
Agora o STF precisa decidir: vai garantir que a investigação chegue ao fim, ou vai virar cúmplice do silêncio?