COPOM DECIDE JUROS NA QUARTA: Guerra no Irã pressiona petróleo e dólar — e complica a vida de quem esperava alívio na Selic
O trabalhador e o empreendedor brasileiro que aguardavam um corte mais robusto na taxa Selic esta semana terão que segurar a ansiedade. A reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), marcada para quarta-feira (18), chega com o cenário completamente alterado pela guerra no Oriente Médio: petróleo em alta, dólar pressionado e inflação no radar.
A guerra bagunçou o script
Na última reunião, o Copom havia sinalizado o início de cortes na Selic ainda em março. Mas o conflito EUA-Israel contra o Irã embaralhou as cartas: o fechamento do Estreito de Ormuz — por onde passa 20% do petróleo mundial — empurrou os preços do combustível para cima. A Petrobras reajustou o diesel, que encareceu o frete e a produção agrícola. No varejo, a gasolina também subiu nos postos, corroendo ainda mais a renda da família brasileira.
O que o mercado espera
A expectativa predominante entre analistas é de um corte de apenas 0,25 ponto percentual — o menor possível. Isso levaria a Selic de 13,25% para 13,00%. Um corte maior seria arriscado num momento em que o câmbio pressiona os preços, o petróleo não mostra sinal de recuo e o dólar permanece elevado. Ao mesmo tempo, persistem dúvidas sobre o cenário fiscal: dados de indústria, comércio e serviços de janeiro vieram acima do esperado, o que complica ainda mais a equação.
Quem paga a conta
São os pequenos empreendedores que financiam capital de giro com crédito caro, os agricultores que pagam mais pelo diesel para escoar a safra, e as famílias que veem o carrinho de supermercado encarecer semana após semana. O governo Lula, que interferiu nos preços da Petrobras por conveniência política quando quis, agora assiste ao trabalhador pagar a fatura. O Bom Senso News acompanha a decisão do Copom e seus impactos no bolso de quem produz e trabalha.
Fontes: Jovem Pan, Denise Campos de Toledo (15/03/2026)