COPA 2026 SOB AMEAÇA: Guerra entre Israel e Irã pode afastar seleções do Oriente Médio e levar FIFA a repensar o formato do torneio nos EUA
A guerra entre Israel e Irã, que já dura mais de 20 dias com confrontos aéreos, mísseis balísticos e operações terrestres, começa a lançar sombra sobre a Copa do Mundo de 2026, prevista para os Estados Unidos, Canadá e México. O conflito regional, que escalou com o bombardeio israelense ao campo de gás de Pars Sul e a resposta iraniana com mísseis de fragmentação sobre Tel Aviv, coloca em xeque a participação de ao menos quatro seleções classificadas da região.
Irã já sinalizou querer mudar a sede do torneio
O embaixador iraniano no México chegou a levantar a hipótese de pressionar a FIFA para transferir a Copa para outro país, alegando que jogar nos Estados Unidos — aliado direto de Israel nos ataques ao Estreito de Ormuz — seria politicamente inviável para Teerã. A FIFA, por sua vez, não se manifestou oficialmente, mas fontes internas da entidade reconhecem que o cenário geopolítico é “monitorado com atenção”. A possível exclusão do Irã abriria vagas na chave asiática e africana do torneio.
Impacto econômico e logístico
Além da crise política, o conflito já impacta a logística da Copa: o petróleo Brent atingiu US$ 109 com os ataques israelenses ao campo de gás iraniano, encarecendo viagens, transporte e hotelaria nos países-sede. O trabalhador que sonha em viajar para assistir ao Brasil no torneio já sente o reflexo nos preços das passagens e pacotes turísticos. A seleção brasileira, comandada por Carlo Ancelotti, segue seus preparativos com amistosos marcados contra França e Croácia, mas o cenário ao redor da competição nunca esteve tão incerto.