CONDENADO DO GOLPE FORAGIDO NO REINO UNIDO: Justiça envia ao Itamaraty documentos para extradição do presidente do IVL
O Ministério da Justiça confirmou ao STF que encaminhou ao Ministério das Relações Exteriores a documentação necessária para formalizar o pedido de extradição de Carlos César Moretzsohn Rocha, presidente do Instituto Voto Legal (IVL). Condenado a 7 anos e 6 meses de prisão pelo Supremo Tribunal Federal, Rocha está foragido há meses e há indícios de que se encontra no Reino Unido.
Quem é Carlos Rocha e por que foi condenado
Carlos César Moretzsohn Rocha foi condenado pela Primeira Turma do STF por participação no núcleo responsável por produzir e divulgar relatórios considerados fraudulentos sobre as urnas eletrônicas nas eleições de 2022. Os documentos foram elaborados a pedido do Partido Liberal (PL) e utilizados em ação apresentada ao Tribunal Superior Eleitoral para questionar o resultado do pleito que elegeu Luiz Inácio Lula da Silva.
Rocha deixou o Brasil em setembro de 2025. Em dezembro do mesmo ano, a Polícia Federal não conseguiu localizá-lo para cumprir um mandado de prisão domiciliar determinado pelo próprio STF. O ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, então determinou que o governo federal avançasse formalmente no processo de extradição.
Itamaraty confirma recebimento
O Itamaraty, no entanto, limitou-se a declarar que a condução de processos de extradição no âmbito da cooperação jurídica internacional é responsabilidade do Ministério da Justiça, sem confirmar o recebimento da documentação nem informar se ela foi encaminhada ao Reino Unido. O silêncio da Chancelaria é lido por analistas como sinal de cautela diplomática diante das relações sensíveis entre os governos.
Contexto: outras extradições em curso
O caso de Rocha se soma a uma lista crescente de condenados pelo STF que seguem foragidos no exterior ou sob processo de extradição. O STF também solicitou a extradição de outros condenados pelo 8 de janeiro que deixaram o Brasil. A capacidade do governo de efetivamente repatriar essas pessoas continua sendo testada pela burocracia dos tratados bilaterais — e pela vontade política dos países de destino em cooperar.