CASO MASTER VIRA ARMA ELEITORAL: Direita mira maioria no Senado em 2026 para pressionar STF e aprovar impeachment de ministros
O escândalo do Banco Master não é apenas mais um caso de irregularidade financeira — virou peça central na estratégia eleitoral da direita para 2026. Lideranças do PL e aliados de Bolsonaro calculam que o caso pode impulsionar candidaturas ao Senado e reforçar a narrativa de desgaste das instituições, especialmente do STF. O objetivo é concreto: conquistar ao menos 41 das 81 cadeiras do Senado para garantir maioria absoluta.
Com essa maioria, a oposição poderia eleger o presidente da Casa e avançar em pautas estratégicas — incluindo a abertura de processos de impeachment contra ministros do Supremo. “Todos nós somos favoráveis ao impeachment de qualquer ministro do STF que descumpra a lei. Isso só não acontece hoje porque ainda não temos a maioria no Senado”, afirmou o senador Flávio Bolsonaro (RJ), pré-candidato à Presidência pelo PL. Os nomes já confirmados pelo ex-presidente incluem Michelle Bolsonaro e Bia Kicis pelo DF, Carlos Bolsonaro e Carol de Toni por SC, e o deputado Sanderson pelo RS.
A estratégia encontra respaldo popular: pesquisa Genial Quaest mostrou que 66% dos brasileiros consideram importante votar em senadores comprometidos com o impeachment de ministros do STF. O apoio supera 80% entre eleitores de direita, mas surpreende: 54% dos lulistas e 52% dos que se dizem de esquerda também apoiam a ideia. O recado das urnas está dado — o brasileiro quer um Judiciário com mais controle, não menos.