BREAKING: Europa recusa entrar na guerra — Macron pede cessar-fogo imediato e Meloni diz que Itália não é parte do conflito
A crise diplomática em torno da guerra no Irã se aprofundou neste domingo (8), com importantes líderes europeus se posicionando publicamente contra uma escalada ainda maior do conflito e tentando abrir um canal de negociação.
Macron pede ao Irã que cesse imediatamente os ataques
Em mensagem publicada na rede social X, o presidente da França, Emmanuel Macron, exigiu que o Irã “cesse imediatamente” os seus ataques contra países da região do Oriente Médio. O líder francês fez contato direto tanto com o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, quanto com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, buscando articular uma saída diplomática para o conflito.
Macron é, até o momento, o único líder ocidental conduzindo um esforço diplomático ativo para tentar interromper o confronto — considerado o mais grave no Oriente Médio em décadas.
Meloni: ‘A Itália não faz parte do conflito’
A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, foi direta em sua primeira declaração pública desde os ataques coordenados dos EUA e Israel contra o Irã:
- A Itália não é parte do conflito e não tem intenção de ser
- Uma fragata italiana foi mobilizada em Chipre como ato de solidariedade europeia e de prevenção
- Roma promoveu coordenação diplomática com França, Alemanha e Reino Unido
- Meloni fará pronunciamento formal no Parlamento no dia 11 de março
Coordenação europeia
Segundo Meloni, os quatro grandes da Europa — Itália, França, Alemanha e Reino Unido — iniciaram uma coordenação conjunta para enfrentar a crise e reforçar a ação diplomática, com objetivo declarado de evitar maior escalada e contribuir para a estabilidade internacional.
Contexto
O conflito no Oriente Médio entrou em seu 9º dia neste domingo, com Teerã parcialmente destruída, apagão de internet no Irã, centenas de mortos no Líbano e o regime iraniano acabando de designar Mojtaba Khamenei — filho do aiatolá morto — como novo líder supremo. Trump já avisou que o novo líder não durará muito sem sua aprovação.
Fontes: Jovem Pan, Gazeta do Povo (AFP/Estadão Conteúdo)