BOULOS QUER TAXAR ENTREGAS E 71% SÃO CONTRA: Proposta Divide o Governo Lula e Ameaça Encarecer Pedidos em 30%
O ministro Guilherme Boulos defende uma taxa mínima de R$ 10 por entrega para aplicativos como iFood e Uber Eats, mas a proposta virou dor de cabeça no Palácio do Planalto. Pesquisa da Quaest revela que 71% dos brasileiros são contrários à medida, e aliados de Lula temem um rombo eleitoral às vésperas de 2026.
O Que Boulos Quer Impor ao Trabalhador e ao Consumidor
A proposta está no Projeto de Lei Complementar 152/2025 e estabelece valor fixo de R$ 10 para corridas de até 4 km, com adicional de R$ 2,50 por quilômetro rodado. Atualmente, os aplicativos pagam cerca de R$ 7,50 pelo mesmo percurso. O impacto, segundo as plataformas, pode encarecer pedidos em até 30% — custo que seria repassado diretamente ao bolso do cidadão trabalhador que pede comida ou precisa de entrega.
O próprio governo está rachado: aliados do presidente Lula preferem um valor intermediário de R$ 8,50 e não querem ser associados a uma medida que pode inflacionar serviços usados pela classe média e pelos mais pobres. O impasse revelou a tensão entre a agenda ideológica do PSOL e a realidade econômica do país.
O Que Diz a Pesquisa: Brasileiros Rejeitam a Proposta
Levantamento da Quaest é contundente:
- 71% dos brasileiros são contrários à taxa mínima por lei
- 78% acreditam que haverá aumento nos preços
- 86% avaliam que o impacto maior será sobre os mais pobres
- 83% dos eleitores independentes rejeitam a proposta
Os números são um sinal claro: a população não quer que o Estado interfira no mercado para encarecer serviços amplamente utilizados. O empreendedor digital e o trabalhador autônomo — que dependem desses aplicativos para sobreviver — não precisam de tabelamento; precisam de liberdade econômica.
Boulos vs. Uber: Notificação Judicial e Confronto Aberto
A Uber enviou notificação judicial a Boulos após o ministro sugerir que agentes públicos defenderiam as plataformas por interesses indevidos. A empresa exige que ele apresente provas ou cesse as insinuações de corrupção. O ministro, em resposta, declarou que “não se deixará intimidar” — mas os números da pesquisa e o racha interno no governo mostram que quem está na defensiva é o próprio Planalto.