BOLSONARO SEM PREVISÃO DE ALTA: Saturação caiu a 80%, 6ª internação em menos de um ano — médicos pedem domiciliar urgente
O ex-presidente Jair Bolsonaro segue internado na UTI do Hospital DF Star, em Brasília, sem previsão de alta. A equipe médica confirmou, em coletiva realizada na noite desta sexta-feira (13), que o quadro é grave e que o tratamento será prolongado — entre sete e 14 dias de antibióticos, além de fisioterapia respiratória.
O que assustou os médicos foi a velocidade do colapso: o quadro começou por volta das 2h da manhã e, às 8h, uma tomografia já mostrava comprometimento bilateral severo dos pulmões. Quando chegou ao hospital, a saturação de oxigênio estava em torno de 80% — índice crítico. Após medicações e inalações, subiu para 92%, mas o cardiologista Leandro Echenique foi direto: ainda estamos longe de considerar o quadro totalmente controlado.
Bacteremia e risco de choque séptico
O médico Cláudio Birolini explicou que a pneumonia é aspirativa, causada por refluxo gastroesofágico — consequência direta das múltiplas cirurgias abdominais que Bolsonaro sofreu desde o atentado de 2018. O tratamento imediato evitou a evolução para choque séptico. Também foi confirmada bacteremia, ou seja, infecção bacteriana na corrente sanguínea — responsável pelos calafrios intensos relatados antes da internação.
Esta é a sexta internação de Bolsonaro no DF Star desde abril do ano passado. A equipe voltou a pedir prisão domiciliar humanitária, argumentando que o ambiente da Papudinha agrava as condições: alimentação inadequada, risco de refluxo durante o sono e ausência de dieta controlada. Michelle Bolsonaro e os filhos foram autorizados por Alexandre de Moraes a visitá-lo na UTI, mas sem celulares ou dispositivos eletrônicos. O cidadão brasileiro aguarda que as autoridades considerem com seriedade a situação de um homem de 70 anos, preso em condições que já custaram seis internações hospitalares em menos de um ano.