BLOOMBERG COMPARA LULA A BIDEN: Inflação Sobe, Popularidade Cai e Imprensa Internacional Vê Presidente “Ligado ao Passado”
A agência de notícias Bloomberg publicou nesta quinta-feira (26) três materiais diferentes apontando o crescente desgaste do governo Lula — e um artigo de opinião foi ainda mais direto: comparou o presidente brasileiro ao ex-presidente americano Joe Biden, alertando que Lula corre o risco de repetir o mesmo erro político de insistir em uma reeleição em cenário de deterioração acelerada.
O colunista Juan Pablo Spinetto escreveu que o presidente enfrenta dificuldades para se adaptar a um país que mudou nas últimas décadas. Segundo o artigo, os eleitores brasileiros estão mais céticos em relação às instituições, mais preocupados com inflação, criminalidade e corrupção, e cada vez menos identificados com o perfil político tradicional que Lula representa. “Em um ambiente político que valoriza renovação e ruptura, Lula corre o risco de ser visto como um líder ligado ao passado”, afirma o texto.
Inflação e guerra no Irã pressionam o governo
Em reportagem econômica separada, a Bloomberg destacou que a inflação subiu mais do que o esperado em março, com os preços ao consumidor avançando 0,44% — acima da previsão mediana de 0,29% dos economistas consultados. No acumulado anual, o índice ficou em 3,9%. A agência lembrou ainda que o Banco Central alertou que a guerra entre EUA e Irã elevou a incerteza global e pode dificultar ainda mais o controle da inflação, reduzindo o ritmo de crescimento da economia brasileira.
Pressão eleitoral cresce a menos de 2 anos das urnas
Com a pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro ganhando força — pesquisas AtlasIntel mostram empate no segundo turno — a Bloomberg afirmou que a combinação de desaceleração econômica, pressão inflacionária e tensões externas cria um cenário inédito de vulnerabilidade para o Planalto. O trabalhador brasileiro sente no bolso: combustíveis mais caros, juros altos e custo de vida subindo. O governo adotou medidas paliativas como redução de impostos sobre combustíveis, mas economistas consultados pela agência avaliam que os remédios podem ser insuficientes diante da crise global.