AS 7 BOMBAS DE MENDONÇA: Vorcaro tem grupo armado ativo, 8 celulares intocados e R$ 2,2 bi bloqueados — delação pode ser explosiva
O voto do ministro André Mendonça no STF, que manteve a prisão do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do liquidado Banco Master, revelou uma organização criminosa muito mais sofisticada e perigosa do que se sabia até então. Em 23 páginas técnicas e devastadoras, Mendonça apresentou sete pontos que redefinem o tamanho do escândalo.
Oito celulares esperando perícia
A Polícia Federal analisou apenas um celular de Vorcaro. Há oito aparelhos ainda por examinar. Tudo o que veio à tona até agora — contratos milionários, mensagens comprometedoras, relações sombrias com Dias Toffoli — saiu de um único dispositivo. As revelações que ainda estão por vir podem ser exponencialmente maiores.
Grupo armado — não era só WhatsApp
A defesa alegou que “A Turma” era apenas um grupo de mensagens. Mendonça provou o contrário: era um grupo armado, miliciano, que praticava ameaças concretas e violência. Um ex-capitão do barco de Vorcaro foi ameaçado por sete milicianos sob o comando do banqueiro.
Milícia ainda está solta
O grupo armado permanece ativo. Segundo o ministro, a organização ainda se apresenta como uma perigosa ameaça em estado latente, com até seis integrantes ainda não identificados em liberdade.
Hackers interceptados na rodovia
Durante a operação, a Polícia Rodoviária Federal interceptou na BR-381 dois suspeitos do núcleo tecnológico da organização, responsáveis por hackeamento e invasão digital.
Projeto de manipulação com influenciadores
O chamado Projeto DV previa o pagamento de até R$ 2 milhões a influenciadores para veicular conteúdo favorável a Vorcaro e questionar o Banco Central. Para Mendonça, não se trata de liberdade de expressão, mas de obstrução de investigações.
Risco real de fuga para Dubai
Vorcaro tentou vender uma aeronave avaliada em R$ 538 milhões por US$ 80 milhões. Na primeira prisão, ele embarcava para Dubai — conhecido paraíso fiscal. Coincidência ou não, Dubai também foi o destino de férias do ministro Moraes e sua esposa no fim do ano passado.
R$ 2,2 bilhões bloqueados na conta do pai
A defesa negou a existência do valor. Mendonça mostrou que o bloqueio já havia sido determinado por Toffoli em 14 de janeiro — na conta do pai de Vorcaro na Reag, gestora investigada por lavagem de dinheiro para o PCC. Com pressão crescente sobre o banqueiro, uma delação premiada pode fazer do caso Master apenas o começo.