Argentina de Milei: risco país cai, crédito cresce e empreendedor começa a respirar — o que o Brasil pode aprender
Enquanto o Brasil debate mais impostos, mais gastos e mais controle estatal, a Argentina de Javier Milei segue apresentando números que contradizem o consenso esquerdista: o risco país do país vizinho, que chegou a mais de 2.000 pontos em 2024, recuou significativamente e bancos argentinos estão aumentando seus volumes de crédito a empresas e famílias pelo segundo ano consecutivo. Dados do Infobae desta semana mostram que, em dois anos, a proporção de depósitos privados direcionados a empréstimos para o setor produtivo dobrou.
A receita não é milagrosa — é ortodoxa e dolorosa no curto prazo: corte drástico de gastos públicos, eliminação de ministérios e subsídios, câmbio competitivo e sinal claro ao mercado de que o Estado não é inimigo do empreendedor. Milei prometeu motosierra e entregou. O custo social foi real nos primeiros meses, mas o trabalhador argentino começa a ver os primeiros sinais de recuperação do poder de compra e de oferta de crédito que viabiliza negócios.
Economistas do JP Morgan, citados pela imprensa argentina, reforçaram esta semana a visão positiva sobre a gestão Milei e discutiram cenários de reeleição do presidente libertário em 2027. A Argentina — que por décadas foi o exemplo do que não fazer em política econômica — agora começa a ser citada como referência de ajuste fiscal bem-sucedido. O contraste com o Brasil é inevitável: por aqui, o governo Lula segue ampliando o funcionalismo, defendendo a escala 6×1 e resistindo a qualquer reforma que limite o apetite do Estado.
A lição que o Brasil se recusa a aprender
Nenhum país ficou rico com mais Estado. O Brasil tem uma das maiores cargas tributárias do mundo em desenvolvimento e um dos piores retornos em serviços públicos. Enquanto o empreendedor brasileiro engole burocracia, imposto e instabilidade jurídica, o argentino — depois de anos de hiperinflação e colapso — começa a enxergar luz no fim do túnel. A diferença está na coragem política de fazer escolhas impopulares no curto prazo para colher liberdade econômica no longo prazo.
O Brasil vai ter esse debate em 2026. O candidato que tiver a coragem de propor o mesmo tipo de coragem fiscal que Milei teve pode surpreender o eleitorado — especialmente o trabalhador e o pequeno empreendedor que mais sentem o peso de um Estado inchado e ineficiente.