🔒 MASTER ENTERRADO: Alcolumbre Encerra CPI do Crime Organizado e Enterra Investigação do Banco Master — STF Também Barra Avanço no Congresso
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), decidiu não prorrogar a CPI do Crime Organizado, que encerrará suas atividades no dia 14 de abril. A comissão era uma das principais frentes de investigação do caso do Banco Master no Congresso Nacional.
O relator da CPI, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), havia apresentado pedido de prorrogação por mais 60 dias com apoio de 28 parlamentares — número superior ao mínimo exigido. Mesmo assim, Alcolumbre rejeitou o pedido.
“É muito difícil investigar rico e poderoso no Brasil”
“O requerimento foi apresentado com todos os requisitos constitucionais e regimentais, mas o presidente Davi Alcolumbre decidiu não fazer a prorrogação. É muito difícil investigar rico e poderoso no Brasil”, disparou Vieira.
O senador Eduardo Girão (Novo-CE) foi ainda mais direto: “Infelizmente, o presidente Davi Alcolumbre enterra mais uma CPI.”
STF também barra investigações
A manobra de Alcolumbre ocorre em paralelo a decisões recentes do STF que também frearam o avanço das investigações sobre o Master. O plenário da Corte rejeitou uma liminar do ministro André Mendonça que havia atendido a um pedido da oposição para postergar os trabalhos da CPMI do INSS — outra frente que avançava sobre o escândalo.
Além disso, a CPMI do Banco Master — que já tem assinaturas suficientes para ser instalada — continua parada na gaveta de Alcolumbre. Ministros do STF também rejeitaram pedidos dos parlamentares para forçar sua instalação.
Acordo nos bastidores
Nos bastidores, governistas avaliam que a pressa de Alcolumbre para votar o veto da dosimetria no dia 30 de abril passa por um acordo com a oposição para não instalar a CPMI do Master. O líder da oposição na Câmara, Cabo Gilberto (PL-PB), confirmou o entendimento:
“Se tiver um acordo para a sessão conjunta só para derrubar os vetos, para essas pessoas irem pra casa, eu vou me comprometer para só derrubar os vetos. Os outros assuntos a gente debate em outras sessões.”
Especialistas alertam para mudança perigosa
Para especialistas, a combinação entre o novo entendimento do STF e a atuação das lideranças do Congresso representa uma mudança estrutural perigosa no funcionamento das CPIs.
“A minoria ganha o direito de iniciar o processo, mas a maioria passa a controlar o desfecho”, explicou o auditor judicial Sthefano Cruvinel, especialista em contratos pela FGV.
O advogado Vitor Barretta foi categórico: “A atuação da Presidência é vinculada, não discricionária. Não cabe decidir se é o momento político adequado ou se a investigação gera desconforto.”
Fontes: Gazeta do Povo, G1/Globo