💼 ESCALA 6×1: Governo Desmente Motta e Mantém PL — CNI Alerta que Projeto Destruirá R$ 76,4 Bilhões na Economia
BRASÍLIA — O governo federal deu marcha à ré na marcha à ré. Após o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmar que o Executivo havia recuado do projeto de lei para acabar com a escala de trabalho 6×1, fontes do Palácio do Planalto desmentem a declaração e confirmam: o PL segue firme, e reuniões decisivas estão previstas ainda esta semana.
O que disse Motta — e o que o governo rebateu
Na terça-feira (7), Motta declarou que o governo havia desistido de enviar a proposta em regime de urgência, defendendo que a matéria deveria tramitar como PEC exclusivamente na Câmara. A Casa Branca política do Lula tratou a declaração como equivocada.
“A informação divulgada pelo parlamentar carece de fundamentos sólidos e não reflete a verdadeira estratégia do Executivo”, disse uma fonte ligada ao governo.
CNI dispara o alerta: R$ 76,4 bilhões em risco
Enquanto o Planalto reafirma o projeto, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou estudo com impacto econômico severo: o fim da escala 6×1 pode custar R$ 76,4 bilhões à economia brasileira, além de pressionar preços e destruir postos de trabalho, especialmente no varejo e na indústria.
- Aumento estimado de custos trabalhistas: até 17% em alguns setores
- Setores mais afetados: varejo, alimentação, logística e indústria
- Risco de demissões em cascata caso o projeto avance sem negociação
Contradições que expõem a crise política
A divergência pública entre o presidente da Câmara e o governo Lula expõe a fragilidade da articulação política do Planalto. Hugo Motta foi desautorizado publicamente poucas horas após falar à imprensa. O episódio revela que o governo ainda não tem posição consolidada — e que a pressão da indústria começa a cobrar seu preço.
O que vem por aí
Reuniões decisivas ocorrerão ainda nesta semana para definir o texto oficial e a estratégia de apresentação aos parlamentares. O tema promete dominar a pauta do Congresso nas próximas semanas, em ano pré-eleitoral.
Fontes: Gazeta do Povo, CNN Brasil, G1/Globo