O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, comparece nesta quarta-feira (8) à CPI do Crime Organizado no Senado para prestar depoimento sobre os negócios entre o BRB e o Banco Master — escândalo que já gerou 8 pedidos de impeachment no STF e colocou o BC no centro das investigações.
Por que Galípolo está na CPI?
A convocação do presidente do BC ocorre em meio a revelações de que o ministro Alexandre de Moraes teria se reunido duas vezes com Galípolo em 2024, supostamente para tratar das sanções da Lei Magnitsky — mas oposicionistas suspeitam que o Master tenha sido discutido. O BRB adquiriu mais de R$ 30 bilhões em ativos do Master, negócio que está sob investigação da PF.
Galípolo confirmou sua presença no Senado nesta manhã e enfrenta perguntas de senadores sobre o papel do BC na supervisão do Master e os contatos com autoridades do Judiciário durante o processo de aquisição.
CPI no limite do tempo
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, já sinalizou que não vai prorrogar a CPI do Crime Organizado — decisão denunciada pelo relator como uma manobra para proteger investigados ligados ao governo. Com o prazo se esgotando, o depoimento de Galípolo é considerado um dos mais importantes da comissão.
Contexto do escândalo Master
- Escritório de Viviane Barci de Moraes (esposa do ministro) recebeu R$ 40 milhões do Master em 2024
- Ministro Benedito Gonçalves, do STJ, se declarou impedido de julgar processos do banco
- PF investiga ligações entre Vorcaro, Toffoli e Moraes
- 8 pedidos de impeachment foram protocolados contra Moraes e Toffoli no Senado
Fontes: Gazeta do Povo, G1, CNN Brasil