💸 DE OLHO EM 2026: Lula Avalia Liberar FGTS para Pagar Dívidas — 80% das Famílias Brasileiras Estão Endividadas, Recorde Histórico
O governo Lula (PT) estuda permitir o uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para o pagamento de dívidas — uma medida que afeta diretamente a poupança forçada de milhões de trabalhadores brasileiros. A revelação foi feita pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, nesta terça-feira (7).
O que o governo disse
“Estamos avaliando isso com o Ministério do Trabalho, que tem uma preocupação com a higidez do fundo de garantia. Ao se fazer uma análise, se a gente achar que for razoável uma utilização para o refinanciamento de algumas dívidas, isso vai ser admitido”, declarou Durigan.
A medida seria parte de um pacote mais amplo para reduzir o endividamento das famílias brasileiras, que atingiu em março o maior índice da série histórica: 80,4%, segundo a Confederação Nacional do Comércio (CNC).
O contexto eleitoral
A iniciativa é encarada como claramente eleitoral. A seis meses das eleições de 2026, Lula — que tentará a reeleição — busca formas de reduzir a rejeição crescente entre a população endividada. A redução do endividamento das famílias havia sido uma promessa feita pelo petista em 2022, que nunca foi cumprida integralmente.
“Vou renegociar a dívida de 80 milhões de pessoas nesse país”, prometeu Lula durante a campanha de 2022. Quatro anos depois, o percentual de famílias endividadas bate novo recorde.
O que está no pacote
- Uso do FGTS para refinanciamento de dívidas
- Garantia da União para renegociação, com possível redução de juros
- Descontos de até 80% sobre o valor total de dívidas
- Restrições a apostas online (bets) para beneficiários
- Ampliação do acesso ao crédito para informais, MEIs e pequenas empresas
- Subvenção ao diesel, GLP e querosene diante da alta do petróleo pela guerra no Irã
O risco do FGTS
Economistas alertam: o FGTS é a principal — e muitas vezes única — reserva financeira dos trabalhadores de baixa renda. Usá-lo para pagar dívidas pode aliviar no curto prazo, mas deixar o trabalhador desprotegido em casos de demissão ou emergências. A medida também levanta questionamentos sobre a sustentabilidade do fundo.
Fontes: Gazeta do Povo, G1/Globo, Agência Brasil