🚨 CPI MORAES-TOFFOLI: Alessandro Vieira confirma 27 assinaturas — número mínimo atingido e CPI pode ser instalada
BRASÍLIA — O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) confirmou nesta segunda-feira (9) que reuniu as 27 assinaturas necessárias para a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Senado Federal. O número é o mínimo exigido pelo regimento interno — um terço dos 81 senadores.
O que a CPI vai investigar
O requerimento tem como objetivo apurar a existência, natureza e extensão de eventuais relações pessoais, financeiras ou de outra ordem entre os ministros do STF Dias Toffoli e Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Bueno Vorcaro, controlador do Banco Master.
A investigação parlamentar pretende verificar se essas relações tiveram reflexos sobre a conduta funcional dos magistrados no exercício de suas funções.
As assinaturas
Entre os signatários confirmados, há uma maioria de senadores da oposição:
- Eduardo Girão (Novo-CE)
- Magno Malta (PL-ES)
- Sergio Moro (União-PR)
- Oriovisto Guimarães (PSDB-PR)
- Esperidião Amin (PP-SC)
Da base governista, apenas o senador Jorge Kajuru (PSB-GO), vice-líder do governo, assinou o requerimento.
O contexto do escândalo
A pressão por uma CPI se intensificou após investigações da imprensa revelarem indícios de ligações entre Vorcaro e os dois ministros:
- A esposa de Moraes, Viviane Barci, teria firmado contrato com o Banco Master no valor de R$ 129 milhões por três anos para prestação de serviços jurídicos — embora o escritório afirme não ter atuado no STF
- Toffoli era sócio de empresa familiar ligada indiretamente a negócios de Vorcaro, e deixou a relatoria do caso Master após a repercussão
- Vorcaro está preso pela segunda vez, acusado de obstrução de Justiça e coação de testemunhas
Próximos passos
Vieira afirmou que continuará coletando assinaturas para garantir uma margem mais confortável antes do protocolo formal. Segundo ele, o objetivo é realizar uma “investigação absolutamente necessária para resgatar a confiança dos brasileiros nas instituições”.
“Cada senador tem sua liberdade de escolha, mas é uma boa oportunidade para o eleitor identificar quem é valente nas redes sociais, mas se omite na vida real”, disse o senador.
Fontes: Gazeta do Povo, G1 Globo, CNN Brasil