LEITE ATACA BOLSONARO E LULA: PSD mira 2026 e defende candidatura nova para trabalhador conservador
O governador Eduardo Leite (PSD-RS) abriu o jogo nesta segunda-feira (9) em palestra na Associação Comercial de São Paulo. Ao lado dos governadores Ratinho Júnior (PR) e Ronaldo Caiado (GO), Leite disparou contra os dois polos da polarização brasileira: afirmou que o legado do ex-presidente Bolsonaro foi trazer Lula de volta ao poder e que o petismo, se insistir na divisão, pode ajudar a recolocar a direita no Planalto.
A frase sobre Bolsonaro tem endereço certo: o eleitorado conservador que o PSD precisa seduzir para 2026. Leite argumentou que Lula estava politicamente inviabilizado antes de 2022 e só retornou por conta do desgaste provocado pelo bolsonarismo. Mas fez questão de mostrar que não é petista: criticou o aumento de gastos sem crescimento econômico e defendeu um Estado mais enxuto, segurança pública firme e valorização do empreendedor.
PSD aposta no ‘terceiro caminho’
O governador gaúcho defendeu que há espaço para uma candidatura que dialogue com uma direita não bolsonarista. Na prática, o PSD quer capturar o voto do trabalhador e do empreendedor que rejeita tanto o caos ideológico do PT quanto os erros de 2022. Leite também defendeu que ministros do STF deveriam ter no mínimo 60 anos para assumir o cargo, uma crítica velada às nomeações políticas que marcaram os governos petistas.
O que cada governador disse
- Eduardo Leite: Legado de Bolsonaro foi trazer Lula; defende STF com ministros experientes e Estado enxuto
- Ratinho Jr.: Defendo valores: liberdade, família, propriedade privada e empreendedorismo
- Caiado: Próximo presidente deve definir se o Brasil continua presidencialista
O que fica claro é que o PSD já está em campanha. A briga pelo eleitor conservador moderado começou. O trabalhador brasileiro vai ter que decidir se o chamado terceiro caminho é de fato uma alternativa ou apenas mais uma tentativa de chegar ao Planalto pela porta dos fundos da direita.