🇺🇸 EUA avançam em investigação do Master: Justiça americana autoriza rastreamento de bens de Vorcaro e Lei Magnitsky entra em pauta
A Justiça dos Estados Unidos autorizou o avanço das investigações para rastrear bens do Banco Master no exterior, no âmbito do processo de liquidação da instituição. A decisão permite que o liquidante amplie a busca por ativos possivelmente ocultos ou transferidos irregularmente, incluindo intimações a empresas e pessoas ligadas ao ex-controlador Daniel Vorcaro.
Investigação americana e tensão política
O caso ganha repercussão num contexto político mais amplo: o estrategista Jason Miller, aliado de Trump, publicou mensagens afirmando que o ministro Alexandre de Moraes poderia ser preso e mencionou a possibilidade de retomada de sanções com base na Lei Magnitsky — legislação americana usada para punir violações de direitos humanos e corrupção.
A decisão judicial reconhece a cooperação entre Brasil e EUA e amplia o alcance das diligências para proteger credores. A investigação envolve suspeitas de ocultação de patrimônio e movimentações irregulares.
Moraes em situação mais grave que Toffoli
Investigadores e interlocutores avaliam que a situação do ministro Moraes é mais grave do que a de Dias Toffoli. O ponto central são mensagens atribuídas ao banqueiro Daniel Vorcaro enviadas a Moraes no dia de sua prisão, além de um contrato milionário do escritório de sua esposa com o banco, ainda sem explicação convincente.
Embora Moraes negue envolvimento, analistas avaliam que o desgaste afeta diretamente a imagem de imparcialidade construída ao longo do tempo.
André Mendonça manda recado
O ministro do STF André Mendonça, relator do caso Banco Master, aproveitou discurso na Alesp para enviar recados: sem citar nomes, defendeu imparcialidade e afirmou que juízes não devem “privilegiar amigos nem perseguir inimigos”. As declarações ocorrem às vésperas de possíveis desdobramentos como uma delação do banqueiro Vorcaro.
Oposição cobra Fachin
A Liderança da Oposição na Câmara afirma que o STF ainda não respondeu ao pedido de identificação do responsável por uma linha telefônica vinculada à Corte que teria mantido contato com Vorcaro. Mesmo após a Diretoria-Geral indicar que a competência é da Presidência, comandada pelo ministro Luiz Edson Fachin, não houve manifestação.
- Oposição fixou prazo formal para resposta
- Ameaça adotar medidas legais caso STF não esclareça uso do bem público
Fontes: Gazeta do Povo, Sem Rodeios (07/04/2026)