Teerã, 9 de março de 2026 — No primeiro dia após sua eleição como líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei sinalizou continuidade total da guerra contra Estados Unidos e Israel. O Ministério das Relações Exteriores iraniano acusou Washington de usar o conflito para se apoderar do petróleo iraniano — e garantiu que o regime não vai recuar.
Novo líder, mesma postura de confronto
Eleito no domingo (8) pela Assembleia de Peritos, Mojtaba Khamenei, de 56 anos, é considerado linha-dura dentro do regime islâmico. Filho do aiatolá Ali Khamenei — morto em ataque dos EUA e Israel em 28 de fevereiro — ele herda o cargo mais poderoso da República Islâmica em plena guerra.
Nas primeiras declarações do governo sob o novo comando, o Ministério das Relações Exteriores do Irã não deu qualquer sinal de recuo. Pelo contrário: acusou os Estados Unidos de utilizarem o conflito como pretexto para se apossar das reservas de petróleo iranianas.
Guerra entra no 9º dia com escalada regional
O conflito no Oriente Médio completa seu 9º dia com sinais de expansão regional:
- O Estreito de Ormuz permanece palco de batalha naval, preocupando o mercado de petróleo;
- A refinaria do Bahrein foi atingida por ataques retaliatórios iranianos, com 32 feridos;
- O barril de petróleo bruto disparou 20%, chegando a US$ 119,48;
- Bolsas asiáticas e europeias operam em queda pela perspectiva de guerra prolongada.
Trump já havia reagido ao novo líder
O presidente dos EUA, Donald Trump, classificou Mojtaba como inaceitável e afirmou que ele não vai durar — ainda no domingo.
Impacto no Brasil
A guerra no Irã já está chegando no bolso do brasileiro. O diesel subiu nas distribuidoras e economistas alertam para pressão inflacionária caso o Estreito de Ormuz — por onde passa 20% do petróleo mundial — permaneça bloqueado.
Fontes: G1/Globo, Gazeta do Povo, Jovem Pan