🇨🇺 CUBA USA A PÁSCOA PARA ENGANAR O MUNDO: Ditadura Anuncia ‘Indulto Histórico’ mas Não Solta Um Único Preso Político
A ditadura cubana usou a Semana Santa para um dos seus truques mais antigos: anunciar um gesto humanitário que não é humanitário nenhum. Na quinta-feira (2), o regime de Miguel Díaz-Canel proclamou o “maior indulto em mais de uma década” — a libertação de mais de 2 mil presos. Mas horas depois, organizações de direitos humanos confirmaram que nenhum preso político estava entre os beneficiados.
O timing não é coincidência. Um dia antes do anúncio, Díaz-Canel admitiu que Cuba negociava com os EUA para resolver sua crise energética. O governo americano havia aliviado o bloqueio de petróleo após o regime mostrar sinais de abertura. Resultado: um navio russo entregou combustível à ilha. O “indulto histórico” veio a seguir — como contrapartida calculada, não como ato de clemência.
O que o regime omitiu
- A lista de beneficiados não foi divulgada
- Os critérios de seleção não foram explicados
- Presos por “crimes contra a autoridade” — categoria usada para dissidentes — foram explicitamente excluídos
- A ONG Cubalex não conseguiu confirmar a libertação de nenhum preso político
- Há mais de 1.200 presos políticos em Cuba, segundo estimativas de entidades internacionais
Javier Larrondo, da ONG Prisoners Defenders, foi direto: “Contabilizamos dezenas e dezenas de novos presos políticos só em março. E agora o regime posa de bom, de benevolente.”
A contradição em bicicleta
Enquanto o mundo repercutia o anúncio do indulto, Díaz-Canel participava em Havana da “Parada Juvenil Antiimperialista Sobre Rodas” — com jovens exibindo imagens de Che Guevara e gritando contra os EUA. Para o mundo, o ditador vende diálogo. Para os cubanos, vende revolução.
O uso da Páscoa por um regime fundado no ateísmo marxista, que por décadas perseguiu a Igreja Católica, também não passou despercebido. O Vaticano atua como mediador nos entendimentos entre Cuba e EUA — e o regime aprendeu a usar datas religiosas como ferramenta diplomática. Enquanto isso, o salário médio cubano não passa de US$ 20 por mês, apagões são rotina e comida é artigo de luxo. A ditadura continua intacta.