🇨🇺 CUBA USA A PÁSCOA COMO FACHADA: Ditadura Anuncia Indulto de 2 Mil Presos — e Não Liberta Nenhum Preso Político
Em um país onde apagões são rotina, comida é artigo de luxo e o salário médio não passa de US$ 20 por mês, a ditadura cubana anunciou na quinta-feira (2) o que chamou de gesto “humanitário e soberano”: a libertação antecipada de mais de 2 mil presos — o maior indulto em mais de uma década. O anúncio veio logo após os EUA aliviarem o bloqueio de petróleo imposto à ilha, abrindo caminho para que um navio russo entregasse combustível ao país. A sequência não foi coincidência.
Um dia antes do anúncio, o ditador Miguel Díaz-Canel admitiu que Cuba mantinha conversas com Washington para resolver sua crise energética. Segundo o New York Times, os americanos sinalizaram que Díaz-Canel precisa sair do poder. Nesse contexto, o indulto aparece exatamente pelo que é: um sinal calculado de que o regime está disposto a ceder o suficiente para reduzir a pressão externa — sem abrir mão de um grama de controle interno.
Presos políticos ficaram de fora — todos
O problema central do anúncio é o que ele esconde. O regime não divulgou a lista de beneficiados nem explicou os critérios. Deixou claro, no entanto, que presos por “crimes contra a autoridade” — categoria frequentemente aplicada a opositores políticos — ficaram de fora. Horas após o início das solturas, a ONG Cubalex não conseguiu confirmar a libertação de nenhum preso político entre os beneficiados. O espanhol Javier Larrondo, da ONG Prisoners Defenders, foi direto: “Contabilizamos dezenas e dezenas de novos presos políticos só em março. E agora o regime posa de bom, de benevolente”. Estima-se que mais de 1,2 mil cidadãos cubanos seguem presos por motivos políticos.
Bicicletas, Che Guevara e a contradição cubana
Enquanto o mundo aplaudia o anúncio do indulto, dentro de Cuba acontecia outra cena. O próprio Díaz-Canel participou da chamada “Parada Juvenil Antiimperialista Sobre Rodas” em Havana, onde jovens de bicicletas e patins exibiam imagens de Che Guevara e entoavam gritos contra os EUA. A contradição é o retrato fiel do regime: para o mundo, a ditadura vende a imagem de abertura e diálogo. Para os cubanos, a mensagem é outra — e a revolução continua.