☢️ GUERRA NO IRÃ PODE ABRIR CORRIDA NUCLEAR NO ORIENTE MÉDIO: Sauditas Já Negociam Enriquecimento de Urânio com Trump
A ofensiva militar conjunta de Estados Unidos e Israel contra o Irã, além de redesenhar o mapa geopolítico do Oriente Médio, pode estar abrindo caminho para uma corrida armamentista nuclear na região. A conclusão é de especialistas em não-proliferação ouvidos pela Deutsche Welle, que alertam: o ataque ao Irã pode encorajar outras nações a buscar a bomba atômica como garantia de sobrevivência.
A Lição da Coreia do Norte
Analistas apontam um paradoxo perigoso: enquanto o Irã é bombardeado por supostamente buscar capacidade nuclear, a Coreia do Norte — que já possui dezenas de ogivas — permanece intocável. Segundo a cientista política Rupal Mehta, “a nova liderança de Teerã enfrenta um cálculo sombrio: embora a busca por armas nucleares fosse perigosa, não ter concluído uma bomba foi um erro fatal.” O caso ucraniano reforça esse raciocínio: o país abriu mão de seu arsenal em 1994 e foi invadido pela Rússia décadas depois.
Arábia Saudita na Fila pelo Átomo
A grande preocupação dos especialistas é com os países do Golfo Pérsico — especialmente a Arábia Saudita. O príncipe Mohammed bin Salman já declarou publicamente que, se o Irã obtivesse uma bomba, a Arábia Saudita precisaria ter uma também. Em novembro, Bin Salman teria firmado com a Casa Branca um acordo de cooperação nuclear que permitiria ao reino saudita enriquecer urânio — algo que o Iran estava sendo bombardeado por tentar fazer. Críticos chamam a postura americana de “hipócrita”. Para Kelsey Davenport, diretora da Associação de Controle de Armas, “há uma série de fatores que empurrarão os países do Golfo na direção das armas nucleares” — e a guerra contra o Irã foi o gatilho.