O presidente Donald Trump surpreendeu aliados e adversários nesta sexta-feira (3) ao publicar no Truth Social que os Estados Unidos podem — por conta própria — reabrir o Estreito de Ormuz e se apropriar do petróleo iraniano.
A Declaração
Em letras maiúsculas, Trump escreveu na rede social: “Com um pouco mais de tempo, podemos facilmente ABRIR O ESTREITO DE ORMUZ, EXTRAIR O PETRÓLEO E FAZER UMA FORTUNA. SERIA UMA JORRA PARA O MUNDO???”
A postagem representa uma mudança de postura do republicano: dias antes, Trump havia dito que seriam os países asiáticos e europeus — os maiores dependentes do estreito — os responsáveis por reabrir a via. Agora, sinalizou que os próprios EUA podem agir.
Contexto de Guerra
O Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial, está praticamente paralisado desde que Irã iniciou ataques a navios comerciais após a ofensiva israelense-americana que matou o líder supremo Ali Khamenei em fevereiro.
- Israel lançou mais de 70 bombardeios sobre Teerã nas últimas 24 horas
- Um caça americano F-15E foi abatido sobre o Irã, com um tripulante ainda desaparecido
- ONU tentou votar resolução sobre Ormuz — China, Rússia e França bloquearam
- Preço do petróleo disparou globalmente com o bloqueio da hidrovia
Reação Internacional
O presidente da França, Emmanuel Macron, classificou como “irrealista” tentar reabrir o estreito à força. Coreia do Sul e França anunciaram cooperação diplomática. Nenhum país parece disposto a agir militarmente enquanto o Irã mantém capacidade de atacar navios com mísseis antinavio e drones.
A declaração de Trump, porém, foi recebida como mais um sinal de que os EUA podem escalar ainda mais o envolvimento direto no conflito do Oriente Médio.
O que está em jogo
Especialistas alertam que uma ação militar para reabrir Ormuz seria de altíssimo risco: o Irã possui mísseis hipersônicos, minas navais e uma Guarda Revolucionária com capacidade de atacar qualquer embarcação na região. A “fortuna” mencionada por Trump poderia custar vidas americanas — e possivelmente escalar para um conflito ainda maior.
Fontes: Jovem Pan, G1/Estadão, CNN Brasil, Gazeta do Povo — 03/04/2026