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ECONOMIA

📊 UM ANO DO TARIFAÇO DE TRUMP: Como a Guerra Comercial Reconfigurou a Economia Global — e Por Que o Mundo Nunca Mais Será o Mesmo

📊 UM ANO DO TARIFAÇO DE TRUMP: Como a Guerra Comercial Reconfigurou a Economia Global — e Por Que o Mundo Nunca Mais Será o Mesmo

Em abril de 2025, Donald Trump lançou o chamado “Dia da Libertação” — uma tarifa mínima de 10% sobre praticamente todos os produtos estrangeiros que entram nos Estados Unidos, com alíquotas muito mais altas para países como a China. Um ano depois, o balanço é claro: o comércio global foi reconfigurado de forma permanente, e a relação entre EUA e China nunca mais voltará ao que era antes.

EUA e China: separação definitiva

O impacto mais imediato foi no eixo EUA-China. As importações americanas de produtos chineses caíram cerca de 30% em 2025, e as exportações dos EUA para a China sofreram queda similar — mais de 25%. Quando a China reagiu com tarifas próprias, a guerra comercial elevou alíquotas a três dígitos e chegou a paralisar quase completamente o comércio entre as duas potências por semanas. Ao final do ano, produtos chineses representavam menos de 10% das importações totais dos EUA, nível comparável ao registrado no ano 2000. “Não se deve esperar um retorno ao normal”, afirmou o professor Davin Chor, da Universidade de Dartmouth. O desacoplamento que Trump iniciou em seu primeiro mandato finalmente se concretizou.

Aliados buscam novos rumos — nem sempre favoráveis a Washington

O tarifaço também empurrou parceiros históricos a recalibrar suas relações comerciais. O Canadá, mesmo tendo a maioria de seus produtos isentados após o acordo norte-americano, reduziu tarifas sobre veículos elétricos chineses de 100% para 6,1% — um passo significativo em direção à China e uma derrota silenciosa para as montadoras americanas. O Reino Unido, que enfrentou tarifa de apenas 10%, viu países europeus como Alemanha, França e Polônia ganharem espaço nas exportações britânicas. O comércio global como um todo se manteve relativamente estável, mas o que mudou foi a arquitetura das relações entre nações: menos dependência dos EUA como comprador universal, mais diversificação estratégica.

Para o Brasil, o cenário traz oportunidades e riscos. Com a disputa EUA-China, o agronegócio brasileiro ganhou espaço no fornecimento de proteína e grãos para a Ásia. Mas a pressão de Trump sobre o PIX e o mercado digital brasileiro, noticiada hoje, mostra que nenhum país está imune às exigências de Washington. O mundo que emergiu do tarifaço é mais fragmentado, mais competitivo — e exige que o Brasil proteja seus trabalhadores e empreendedores com inteligência estratégica, não com subserviência ideológica.

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