💣 BRB À BEIRA DO ABISMO: Moody’s Rebaixa Banco de Brasília para CCC+ e Aponta Risco de Calote — Herança Envenenada do Banco Master Ameaça Poupança de Brasilienses
O Banco de Brasília (BRB) recebeu um golpe duro nesta semana: a agência de classificação de risco Moody’s Local rebaixou sua nota de crédito de BBB- para CCC+, um nível que, nas próprias palavras da agência, indica “qualidade de crédito muito fraca” e proximidade de default sem aporte urgente de capital. O banco, ainda na mesma noite, entrou na Justiça com medida cautelar para se proteger de perdas ligadas ao Banco Master — o epicentro do escândalo que contaminou a instituição pública do Distrito Federal.
A situação é grave. Segundo o especialista Marcos Valadão, da Armada Asset, o BRB possuía R$ 74,5 bilhões em ativos e cerca de R$ 4 bilhões em patrimônio líquido em junho de 2025. A Moody’s estima que seriam necessários ao menos R$ 6,6 bilhões para recompor o patrimônio — valor superior ao próprio capital da instituição. Pior: os índices de capital do banco já vinham próximos do mínimo regulatório desde 2022, antes mesmo do caso Master. A não apresentação do balanço financeiro até 31 de março de 2026 jogou mais lenha na fogueira.
Para o trabalhador e o empreendedor de Brasília, o impacto é direto. O BRB é um dos principais financiadores do mercado imobiliário do DF, atendendo construtoras, incorporadoras e compradores de imóveis. Com a crise, o banco vem cedendo sua carteira de crédito, especialmente consignado e financiamento imobiliário. A assembleia de acionistas marcada para o dia 22 de abril será decisiva: sem um plano concreto de capitalização, o risco de intervenção do Banco Central deixa de ser hipótese e vira cenário. A governadora Celina Leão já afastou dirigentes do banco e corre contra o relógio para encontrar solução.