🚨 ATUALIZAÇÃO ORMUZ — ONU ADIA VOTAÇÃO PARA SÁBADO: China e Rússia Travam Resolução e Preço do Petróleo Segue Disparado
A votação no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre o uso da força no Estreito de Ormuz, prevista para esta sexta-feira (3), foi adiada para a manhã de sábado (4). A remarcação ocorre porque a sexta-feira é feriado na sede da ONU, em Nova York. A informação foi confirmada por dois diplomatas e noticiada pelo jornal The New York Times.
O que está em jogo na resolução
O Bahrein, atual presidente do Conselho de Segurança, finalizou um projeto de resolução que autorizaria “todos os meios defensivos necessários” para proteger a navegação comercial no estreito pelo prazo mínimo de seis meses. O texto prevê ação militar para reabrir a rota, bloqueada pelo Irã desde o início do conflito com EUA e Israel.
No entanto, a proposta enfrenta forte resistência dos membros permanentes do Conselho. China, Rússia e França já quebraram o chamado “procedimento de silêncio” — sinal claro de oposição — e pressionaram pela retirada dos trechos mais duros do texto.
Reações dos países
- China: O enviado Fu Cong afirmou que autorizar o uso da força “legitimaria o uso ilegal e indiscriminado da força” e levaria a uma escalada com “graves consequências”.
- França: O presidente Emmanuel Macron classificou a reabertura à força como “irrealista”, alertando para os riscos de ataques e para a presença de mísseis da Guarda Revolucionária iraniana na região.
- Bahrein: Afirmou que a tentativa do Irã de controlar a navegação ameaça interesses globais e exige “resposta decisiva”.
- EUA: Seguem com ataques ao Irã, mas ainda não apresentaram plano claro para reabrir o estreito.
Impacto econômico global — e no Brasil
O Estreito de Ormuz responde por cerca de um quinto de todo o petróleo e gás do mundo. Com o bloqueio, os preços dispararam e os custos de energia, transporte e seguros internacionais explodiram. No Brasil, o impacto já se sente nos preços do diesel e do botijão de gás.
Analistas consultados pelo G1 avaliam que a resolução da ONU tem mais peso simbólico do que prático, já que os países do Golfo têm capacidade militar limitada e dependem diretamente do apoio dos Estados Unidos para qualquer ação concreta.
Contexto da guerra
O conflito teve início em 28 de fevereiro, quando EUA e Israel realizaram um ataque coordenado que matou o líder supremo do Irã, Ali Khamenei. Em represália, o Irã lançou ataques contra países do Golfo e bloqueou Ormuz. Mais de 1.750 civis iranianos morreram desde então, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos.
Nesta sexta-feira (3), o Irã anunciou ter abatido o segundo caça F-35 americano durante a guerra, com sobrevivência do piloto considerada “improvável”. Trump, por sua vez, postou vídeo do ataque à maior ponte iraniana e ameaçou destruir usinas de energia no país, pressionando Teerã a aceitar um acordo de paz.
Fontes: G1 / Globo, CNN Brasil, Gazeta do Povo