⚓ IRÃ NEGOCIA COM OMÃ CONTROLE DO ORMUZ PÓS-GUERRA: Acordo Prevê Permissão Prévia para Navegar no Estreito Vital
Em meio à guerra com Estados Unidos e Israel, o regime islâmico do Irã deu um sinal ambíguo ao mundo: quer negociar o futuro do Estreito de Ormuz — mas nas próprias condições. O vice-ministro das Relações Exteriores iraniano, Kazem Gharibabadi, anunciou nesta quinta-feira (2) que o país está elaborando um “protocolo conjunto” com Omã para regular a navegação na rota estratégica após o fim do conflito. O sinal preocupa o mundo ocidental: o Irã planeja exercer controle permanente sobre 20% do petróleo mundial que passa pelo estreito.
O Que o Protocolo Prevê
Segundo a agência estatal iraniana Tasnim News, o acordo em discussão exigiria que navios que desejarem cruzar o Estreito de Ormuz precisem obter permissões específicas previamente, coordenando com autoridades iranianas e do Omã. A justificativa oficial é de “segurança marítima e proteção ambiental”. Mas o texto vai além: o diplomata sinalizou que mesmo após a paz, o Irã poderá manter restrições a navios de países considerados “agressores” — o que na prática inclui Estados Unidos, Israel e potencialmente países da OTAN.
Gharibabadi atribuiu o atual bloqueio do estreito à ofensiva americana e israelense e argumentou que “em guerra, não é realista aplicar regras de tempos de paz”. O projeto estaria em “fase final de elaboração” pelo lado iraniano.
Europa Ameaça com Sanções
Nesta quinta-feira, governos europeus intensificaram a pressão: afirmaram avaliar novas sanções contra o Irã caso o Estreito de Ormuz permaneça fechado. Porém, não sinalizaram uso de força militar ofensiva — diferente dos EUA, que já atingiram mais de 12.300 alvos dentro do território iraniano desde 28 de fevereiro.
O Que Está em Jogo para o Trabalhador Brasileiro
Por onde passa 20% do petróleo mundial, o Ormuz já está provocando impacto direto no bolso do trabalhador brasileiro: o diesel chegou a R$ 7,06 por litro em março — máxima desde agosto de 2022. Se o Irã consolidar controle permanente sobre a rota e exigir permissões burocráticas para cada navio, o custo do petróleo global pode se manter elevado por anos. A crise no Ormuz não é um problema distante: ela chega às prateleiras dos supermercados e à bomba dos postos de combustível de todo o Brasil.
Fontes: Gazeta do Povo, CNN Brasil, Tasnim News — 03/04/2026