⛽ DIESEL A R$7 NA BOMBA: Guerra no Oriente Médio Pressiona Combustível e Governo Anuncia Subsídio Emergencial de R$4 Bilhões
O trabalhador brasileiro que abastece o caminhão ou o ônibus está sentindo no bolso os reflexos da guerra entre EUA/Israel e o Irã. O diesel S-10 atingiu R$ 7,065 por litro em março — o maior valor médio nacional desde agosto de 2022 — e o diesel comum chegou a R$ 6,923. No Acre, o preço dispara para R$ 7,98. Em Mato Grosso e Goiás, coração do agronegócio nacional, os valores ultrapassam R$ 7,37 por litro, pressionando diretamente o custo do frete e o preço dos alimentos nas prateleiras.
O reajuste de R$ 0,38 por litro promovido pela Petrobras em março, combinado com a alta do petróleo impulsionada pelo conflito no Oriente Médio e pelo bloqueio iraniano do Estreito de Ormuz, criou um cenário explosivo. A defasagem entre o preço interno do diesel e o custo de importação atingiu 48% nesta quinta-feira (2), segundo a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom) — o que mostra que a alta não acabou.
Governo Anuncia Subsídio Emergencial de R$ 4 Bilhões
Diante da pressão, o governo federal e 23 estados firmaram um acordo emergencial de subvenção ao diesel no valor de R$ 1,20 por litro, sendo R$ 0,60 custeados pela União e R$ 0,60 pelos estados. A medida, articulada pelo Confaz, tem caráter temporário e vai até 31 de maio. O custo total deve ficar entre R$ 3,5 bilhões e R$ 4 bilhões. Entre as distribuidoras, apenas a Petrobras — responsável por 77% das vendas — aderiu ao programa. São Paulo, Rio de Janeiro, Rondônia e Pará ficaram de fora da iniciativa.
Conta Quem Paga: O Contribuinte
Para financiar sua parte no subsídio, o governo criou uma taxação de 12% sobre exportações de petróleo bruto e de 50% sobre exportações de diesel — medida que o setor produtivo já critica duramente. A lógica do Ministério da Fazenda é usar a receita extra gerada pela alta do petróleo para bancar o benefício. O problema: o custo cai, inevitavelmente, no colo do contribuinte e do produtor. As famílias brasileiras pagam na bomba, e agora também pagam pelo subsídio nos tributos. Enquanto isso, o governo Lula aposta em medidas temporárias para esconder o impacto da guerra que ele se recusou a condenar.
Fontes: Gazeta do Povo, FIPE/Veloe, Abicom — 03/04/2026