🚨 VORCARO NA BERLINDA: BRB Pede ao STF Ressarcimento de R$ 12 Bilhões na Delação — Banqueiro Resiste a Admitir Crimes e Negociação Enfrenta Impasse
O Banco Regional de Brasília (BRB) enviou ofício ao ministro André Mendonça nesta quinta-feira (2) pedindo que a delação premiada do banqueiro Daniel Vorcaro inclua o ressarcimento integral dos prejuízos causados ao banco público. O rombo decorre do aporte de R$ 12 bilhões em falsas carteiras de crédito consignado do Banco Master, liquidado após a descoberta das irregularidades. O BRB não especificou um valor exato, pois o cálculo dos danos ainda está em curso.
Banqueiro Não Quer Admitir Crimes
A negociação da delação enfrenta obstáculos sérios. Segundo fontes que participaram de reuniões com Vorcaro, o banqueiro demonstrou resistência em admitir a prática de crimes e assumir o papel formal de delator — condição essencial para o avanço da colaboração premiada. Interlocutores afirmam que parte relevante do dinheiro desviado já foi gasta, o que tornaria impossível devolver tudo. A defesa estima que o trabalho de compilação de temas para a delação levará cerca de 45 dias.
STF, Ministros e a Bomba-Relógio
Um dos pontos mais sensíveis da negociação é a inclusão de informações sobre ministros do Supremo Tribunal Federal no cardápio da delação. Reportagens já revelaram que Moraes e Toffoli viajaram em jatinhos de empresas ligadas a Vorcaro. O banqueiro está preso por ordem do ministro André Mendonça desde 4 de março em presídio federal de segurança máxima. Após o STF negar pedido de revogação, foi transferido para a Superintendência da PF em Brasília — a mesma sala que havia sido preparada para receber o ex-presidente Jair Bolsonaro.
O Que Está em Jogo
- R$ 12 bilhões em falsas carteiras de crédito consignado
- Três pontos críticos: tempo de prisão, valor do ressarcimento e envolvimento de ministros do STF
- Pela lei, Vorcaro não pode receber perdão judicial por ter liderado organização criminosa
- Expectativa é que o acordo seja fechado em aproximadamente 45 dias
Para o trabalhador e o contribuinte brasileiros, a questão central é uma só: quem vai pagar a conta dos R$ 12 bilhões desviados de um banco público? A resposta depende de uma delação que ainda patina.