🚨 FARRA DOS JATINHOS NO STF: Depois de Moraes, Toffoli Também Viajou em Voos de Empresas Ligadas a Vorcaro — 10 Voos Identificados
O escândalo dos jatinhos no Supremo Tribunal Federal ganhou novos e graves contornos nesta quinta-feira (2). Depois das revelações sobre o ministro Alexandre de Moraes, a Folha de S. Paulo divulgou que o ministro Dias Toffoli também utilizou aviões de empresas ligadas ou próximas ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do liquidado Banco Master — que está preso por comandar um grande esquema de fraudes financeiras.
10 Voos Suspeitos de Toffoli
Segundo documentos da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) obtidos e cruzados pela reportagem, Toffoli utilizou ao longo do ano passado pelo menos dez voos em jatinhos particulares a partir do terminal privado do aeroporto de Brasília, sendo cinco deles em aeronaves ligadas ou próximas ao empresário preso. As empresas envolvidas são:
- Prime Aviation: teve Vorcaro como sócio direto até recentemente e era proprietária de sua mansão em Brasília;
- Petras Participações: dona do resort de luxo Tayayá, no interior do Paraná, que teve Toffoli e seus irmãos como sócios junto de um fundo ligado ao pastor Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro e apontado pela PF como operador financeiro das fraudes do Master;
- Ibrame: companhia do empresário Luiz Pastore, cujo jatinho foi usado por Toffoli para viajar ao Peru e assistir à final da Copa Libertadores junto do advogado Augusto de Arruda Botelho, que defende executivos do Master.
Resort Tayayá, Sócios e Conflito de Interesses
As revelações são ainda mais graves porque, até o início de 2026, Toffoli era relator dos processos do Banco Master no STF. Só deixou a relatoria após a PF revelar diálogos de Vorcaro que o citavam diretamente. Além disso, funcionários do resort Tayayá o consideravam como proprietário do empreendimento — versão que o próprio ministro confirmou parcialmente ao admitir ser sócio dos irmãos no local.
O ministro Toffoli não respondeu ao pedido de posicionamento da Gazeta do Povo. Já a defesa de Vorcaro preferiu não se pronunciar. A Prime Aviation, por sua vez, citou a Lei Geral de Proteção de Dados para não revelar dados sobre usuários de suas aeronaves.
O Padrão Que Se Repete
Nos mesmos dias em que Toffoli entrou no terminal executivo de Brasília, aeronaves ligadas às empresas citadas decolaram para destinos como Marília (SP), cidade natal do ministro, Ourinhos (SP), aeroporto mais próximo do resort Tayayá, e São Paulo. A mesma aeronave (PR-SAD) teria sido usada tanto por Toffoli quanto por Moraes em pelo menos três ocasiões distintas. O escândalo evidencia o que cidadãos, juristas e parlamentares da oposição debatem há meses: a cúpula do STF opera em zona cinzenta entre o poder judicial e os interesses dos grandes grupos econômicos — com viagens pagas, resorts de luxo e jatinhos no pacote.
Fontes: Gazeta do Povo / Folha de S. Paulo (02/04/2026)