⚠️ LULA ENVIA ESCALA 6×1 COM URGÊNCIA AO CONGRESSO: Trabalhadores Terão Jornada Reduzida, Mas Economistas Alertam que Custo Virá no Salário e no Emprego
O governo Lula enviou ao Congresso Nacional nesta semana, com pedido de urgência, o projeto de lei que regulamenta o fim da escala 6×1 — o sistema em que o trabalhador cumpre seis dias de trabalho por um de folga. A proposta prevê a migração gradual para a escala 4×3, com quatro dias de trabalho e três de descanso, sem redução de salário. A medida é apresentada pelo governo como avanço social, mas economistas e empreendedores alertam: o custo será pago por quem produz.
A urgência do projeto foi aprovada pela Câmara dos Deputados com 347 votos favoráveis e 103 contrários. O texto vai agora ao Senado. Segundo cálculos do setor produtivo, a redução da jornada sem corte de salário equivale a um aumento real de custo trabalhista de até 25% para empregadores de setores como varejo, indústria e serviços — os que mais utilizam a escala 6×1. Para o pequeno empreendedor, já pressionado por juros de 14,75% ao ano, a nova obrigação pode significar demissões ou informalidade.
Quem Paga a Conta?
O projeto estabelece que a transição ocorra em 24 meses, com compensação parcial por meio de crédito tributário do governo federal. Mas analistas apontam que o mecanismo de compensação é insuficiente e que as empresas, especialmente as menores, tenderão a reduzir o número de funcionários ou aumentar o uso de contratos temporários e terceirizados. O setor de supermercados, por exemplo, calcula que o impacto pode eliminar até 200 mil postos de trabalho no varejo nos próximos dois anos. Para o trabalhador da base da pirâmide — exatamente quem o governo diz defender —, o risco é perder a própria vaga.
Contexto Político: Eleições no Radar
A medida foi acelerada no calendário legislativo claramente em função da corrida eleitoral de outubro de 2026. Com Lula em queda nas pesquisas e Flávio Bolsonaro empatado tecnicamente nas intenções de voto, o PT aposta em pautas de apelo popular para recuperar o eleitorado urbano das classes C e D. O problema é que a conta chega antes da eleição: empresários do comércio já anunciam revisão de planos de contratação, e o mercado começa a precificar o impacto da medida nos custos operacionais do setor privado. O governo chama de vitória; o trabalhador descobrirá na própria carteira se é.
- Projeto enviado com urgência ao Congresso
- Câmara aprovou urgência por 347 x 103 votos
- Migração de 6×1 para 4×3 sem redução de salário
- Custo trabalhista pode subir até 25% para empregadores
- Setor de varejo estima eliminação de até 200 mil empregos
- Implantação gradual em 24 meses com compensação tributária parcial
Fontes: Câmara dos Deputados, Gazeta do Povo, Jovem Pan, O Globo — 2 de abril de 2026