🚨 EUA ACUSAM MORAES DE “REGIME DE CENSURA” GLOBAL: Comitê Judiciário do Congresso Americano Afirma que Ministro do STF Ameaça Eleições de 2026 e Liberdade de Expressão nos EUA — Família Bolsonaro Citada
O Comitê Judiciário da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos — presidido pelo deputado republicano Jim Jordan, aliado direto de Donald Trump — divulgou nesta quarta-feira (1º) um relatório explosivo acusando o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes de operar um verdadeiro “regime de censura” com alcance global, capaz de comprometer as eleições presidenciais brasileiras de 2026 e de atingir diretamente a liberdade de expressão nos próprios Estados Unidos.
O Que Diz o Relatório Americano
O documento — terceira parte do dossiê intitulado “O ataque à liberdade de expressão no exterior: o caso do Brasil” — foi acompanhado de 85 anexos, a maioria composta por decisões do próprio Moraes ordenando a suspensão de contas e a remoção de postagens em plataformas digitais. O relatório afirma que:
- “A campanha de censura e lawfare do ministro Moraes atinge o cerne da democracia brasileira e ameaça a liberdade de expressão nos Estados Unidos”
- Ordens judiciais de Moraes não buscaram apenas censurar conteúdos no Brasil, mas globalmente, infringindo diretamente a liberdade de expressão online nos EUA
- Decisões do ministro colocaram empresas de tecnologia americanas diante de um dilema: cumprir o que o comitê classifica como “censura” ou enfrentar multas e ameaças de exclusão do mercado brasileiro
- O governo dos EUA considera não descartar sanções a Moraes pela Lei Magnitsky, legislação usada contra violadores de direitos humanos
Família Bolsonaro no Centro do Documento
O relatório cita nominalmente o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), atual pré-candidato à Presidência da República, e o deputado Eduardo Bolsonaro, que vive nos EUA após ser investigado no Brasil. O texto é direto:
“As ordens de censura e o lawfare conduzidos pelo ministro Moraes contra a família Bolsonaro e seus apoiadores podem prejudicar significativamente sua capacidade de se expressar online sobre temas de interesse público nos meses que antecedem a eleição presidencial brasileira.”
Entre os anexos há quatro ordens diferentes de Moraes para o Spotify remover conteúdos do youtuber Bruno Aiub, o Monark, e ordens específicas para censurar e coletar dados sobre Eduardo Bolsonaro e outros dois indivíduos, datadas de 23 de setembro de 2025.
Alcance Internacional da Censura Brasileira
O documento revela que, por meio de intimações judiciais nos próprios EUA, o Comitê obteve cópias de ordens de Moraes e de outros órgãos da Justiça brasileira enviadas diretamente a empresas de redes sociais americanas. Casos envolvendo o X (antigo Twitter) e o Rumble são especificamente mencionados. O relatório conclui:
“Com essas ordens, o ministro Moraes buscou explicitamente censurar em escala global aqueles que o criticam e ao Supremo Tribunal Federal.”
2022 na Mira: Eleições Passadas Também Questionadas
O relatório vai além de 2026: afirma que decisões semelhantes foram adotadas durante as eleições de 2022, incluindo restrições a conteúdos negativos sobre o então candidato Luiz Inácio Lula da Silva, “o que levanta questionamentos sobre a equidade do processo eleitoral”. Se confirmado, trata-se de uma das acusações mais graves já feitas por um órgão oficial estrangeiro ao sistema judiciário brasileiro.
Moraes Não Respondeu — Espaço Permanece Aberto
O Metrópoles procurou Moraes para comentários na manhã desta quarta-feira, mas não houve resposta até o fechamento das reportagens. O espaço segue aberto para manifestação do ministro ou do STF.
O que vem por aí
- Eduardo Bolsonaro tem interrogatório marcado para 14 de abril no Brasil, no inquérito das fake news
- O governo americano não descarta sanções pela Lei Magnitsky contra Moraes
- O relatório é o terceiro de uma série — os dois anteriores, de 2024, já criticavam o ministro
- A principal fonte de tensão entre Moraes e o governo Trump é exatamente o cumprimento, por empresas americanas, de suas ordens judiciais
O trabalhador e a família brasileira têm o direito de saber: enquanto o STF censura o debate público e tenta moldar o resultado das urnas, o maior país democrático do mundo já bateu o punho na mesa. A pergunta que fica é: por quanto tempo o Brasil vai permitir que um único ministro não eleito decida o que os brasileiros podem ou não podem dizer, ler e votar?
Fontes: Metrópoles (Andreza Matais), Gazeta do Povo, Gazeta Brasil, UOL/Mariana Sanches (02/04/2026)