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BRASIL

🚨 CASO MASTER SE AMPLIA: Toffoli Também Voou em Jatos de Empresas Ligadas a Vorcaro — 5 Voos Suspeitos Revelados pela Folha; STF Já Sabia de Moraes, Agora é a Vez de Toffoli

STF Toffoli Caso Master Vorcaro

O escândalo do Banco Master acaba de ganhar uma nova e gravíssima dimensão: o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli também viajou em aviões particulares de empresas ligadas ao banqueiro Daniel Vorcaro, preso pela Polícia Federal por comandar um esquema bilionário de fraudes financeiras. A revelação é da Folha de S.Paulo desta quinta-feira (2) e foi confirmada pela Gazeta do Povo: ao menos cinco dos dez voos identificados nos registros oficiais da Anac e do Decea têm ligação direta ou proximidade com a rede de Vorcaro.

Os Voos Suspeitos de Toffoli

Segundo os documentos obtidos e cruzados pela reportagem, Toffoli utilizou aeronaves de pelo menos três empresas com vínculos documentados a Daniel Vorcaro:

  • Prime Aviation: empresa da qual Vorcaro foi sócio direto até setembro de 2025 e proprietária de sua mansão em Brasília. O mesmo modelo de aeronave foi usado por Toffoli e, segundo levantamento anterior, pelo ministro Alexandre de Moraes em três ocasiões distintas.
  • Petras Participações: dona do resort de luxo Tayayá, no interior do Paraná — onde funcionários tratavam Toffoli como um dos proprietários. O fundo da empresa tem entre seus sócios o cunhado de Vorcaro, o pastor Fabiano Zettel, apontado pela PF como operador financeiro das fraudes.
  • Ibrame: empresa do empresário Luiz Pastore, amigo pessoal de Toffoli. Em um dos voos, o ministro viajou ao Peru para a final da Copa Libertadores ao lado do advogado Augusto de Arruda Botelho, que defende um dos executivos do Banco Master.

Datas e Coincidências Comprometedoras

Os registros apontam que, em 4 de julho de 2025, Toffoli entrou no terminal executivo do aeroporto de Brasília às 10h e, dez minutos depois, um avião com destino a Marília (SP) — sua cidade natal — decolou. Em 17 de junho, situação idêntica: embarque às 10h e voo rumo a Ourinhos (SP), aeroporto mais próximo do resort Tayayá.

Dado explosivo: registros de diárias pagas a seguranças do TRT-SP indicam que havia um ministro do STF hospedado no resort Tayayá em datas que coincidem com os deslocamentos rastreados de Toffoli.

O Contexto: Toffoli Relatava o Caso Master

A revelação é ainda mais grave porque, até o início de 2026, Toffoli era o relator dos processos do Banco Master no STF. Ele só foi afastado da relatoria após investigações apontarem mensagens com Vorcaro. O ministro manteve silêncio sobre as apurações relativas ao resort Tayayá mesmo enquanto julgava causas que beneficiavam diretamente o banqueiro.

A situação espelha o caso de Moraes: um dia antes, reportagens revelaram que o ministro Alexandre de Moraes também utilizou jatos de empresas ligadas a Vorcaro. Moraes negou as informações e chamou as apurações de “fantasiosas”. Toffoli e a defesa de Vorcaro não responderam aos pedidos de comentário da Gazeta do Povo.

Investigação em Andamento

O caso se insere no contexto mais amplo do escândalo Master, que já resultou na prisão de Vorcaro, no depoimento do cunhado Fabiano Zettel (que avança para um acordo de delação premiada) e nas investigações sobre contratos de R$ 6,3 bilhões firmados dias antes da venda do banco ao BRB. O ministro André Mendonça interrogou Vorcaro sobre mensagens suspeitas, incluindo a frase “conseguiu bloquear?”.

Fontes: Folha de S.Paulo e Gazeta do Povo (02/04/2026)

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