🔴 DINO PUNE DEPUTADO DO PL: Coronel Meira Ameaça Militar ‘Na Bala’ Dentro da Câmara e STF Impõe Distância Mínima de 50 Metros — Parlamentar Reage: ‘Meu Mandato Vem do Povo’
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quarta-feira (1º/4) medidas cautelares contra o deputado federal Coronel Meira (PL-PE) após o parlamentar ameaçar um coronel das polícias militares durante uma sessão na Câmara dos Deputados. A decisão proíbe qualquer forma de contato e impõe distância mínima de 50 metros entre o deputado e o denunciante, o coronel Elias Miler.
O episódio aconteceu em 7 de outubro, na Comissão de Segurança Pública. Durante debate sobre tatuagens ligadas ao crime organizado, o deputado protagonizou confronto verbal com Miler e disparou: ‘Aqui dentro no braço, lá fora na bala. Eu não vou ficar desonrado’. A gravidade da frase — feita por um parlamentar que possui porte de arma — foi destacada pelo ministro Dino ao fundamentar a decisão.
Deputado reage e vai à Câmara
O Coronel Meira não aceitou a imposição em silêncio. Em nota, o deputado afirmou que o mandato popular lhe foi dado pelo cidadão de Pernambuco e que a ordem do STF cria uma barreira prática dentro da própria Câmara. ‘O que está em jogo aqui não é uma briga pessoal. É o direito de um deputado eleito cumprir seu dever com o povo’, escreveu o parlamentar.
O deputado enviou ofício ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), pedindo revisão do credenciamento do coronel Miler na Casa, para que a associação indique outro representante. Para o deputado, a medida cautelar imposta pelo STF cria um obstáculo indevido ao exercício do mandato. O prazo para a defesa se manifestar é de 15 dias.
Mais uma frente de conflito entre STF e Câmara
O episódio acrescenta mais uma camada ao já turbulento relacionamento entre o Poder Judiciário e o Poder Legislativo. Com o STF cada vez mais atuante em questões que envolvem parlamentares — de emendas a mandatos —, o trabalhador e o cidadão brasileiro assistem à disputa de poder que paralisa o país e desvia o foco das reais necessidades da população: emprego, segurança e custo de vida.