⚠️ ALCOLUMBRE PODE TRAVAR MESSIAS NO STF: Senado Só Age Após Eleições — Carta Evangélica Não Convence e ‘Nova Trapalhada’ de Lula Irrita o Congresso
A indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal (STF) pode ficar travada no Senado por meses — e talvez até depois das eleições de outubro. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), demonstra resistência em marcar a sabatina do indicado e aliados do governo admitem que a tensão entre o Planalto e o Legislativo nunca foi tão alta.
A situação piorou depois que o governo Lula enviou formalmente a indicação ao Senado sem avisar Alcolumbre com antecedência. O parlamentar ficou sabendo pela imprensa — o que foi classificado por aliados, em reservado, como ‘nova trapalhada’ do Planalto. A desarticulação já é reclamação recorrente entre líderes da base governista no Congresso.
Em tentativa de contornar o mal-estar, Messias enviou carta ao Senado reforçando sua formação evangélica e comprometendo-se com a separação dos poderes: ‘Tenho absoluta consciência de que o cargo de Ministro do STF exige distanciamento institucional, serenidade decisória e respeito absoluto à separação dos Poderes’, escreveu. O indicado se descreveu como ‘filho de pais evangélicos’ e disse que seus valores incluem a fé e a família. Mas a missiva, por si só, não parece suficiente para destravar o processo.
Senado nas mãos de Alcolumbre
O controle do calendário está nas mãos de Alcolumbre. Cabe exclusivamente a ele encaminhar a indicação à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), etapa obrigatória antes da sabatina. O presidente do colegiado, Otto Alencar (PSD-BA), já deixou claro que só poderá marcar a sessão após aval do presidente do Senado. Entre aliados, não está descartado que a sabatina seja empurrada para depois de outubro, em um claro recado político ao Executivo.
Tensão acumulada
A resistência de Alcolumbre tem história. Desde novembro de 2025, quando o nome de Messias foi anunciado, o senador sinalizava preferência pelo ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (MG) — que, ironia do destino, se filiou ao PSB esta semana para disputar o governo de Minas a pedido do próprio Lula. O trabalhador político brasileiro observa, uma vez mais, como o Planalto coleciona erros de articulação que custam caro para a governabilidade — e para o contribuinte que financia essa bagunça.