🇺🇸 EUA ACUSAM MORAES: Câmara dos Representantes Diz que Ministro do STF Pratica Censura e Pode Interferir na Eleição Brasileira
O Comitê Judiciário da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos divulgou nesta quarta-feira (1º) um relatório contundente acusando o ministro do STF Alexandre de Moraes de praticar censura sistemática e de conduzir uma guerra jurídica que pode interferir diretamente nas eleições presidenciais brasileiras de outubro. O Departamento de Estado americano também emitiu nota afirmando acompanhar com “sérias preocupações” as decisões judiciais e do governo Lula que restringem a liberdade de expressão no Brasil.
O Que Diz o Relatório da Câmara dos EUA
O documento do Comitê Judiciário americano afirma que as ordens de remoção de conteúdo de redes sociais emitidas pelo Brasil em âmbito global representam uma ameaça à liberdade de expressão dos próprios americanos. O relatório acusa o ministro Moraes de realizar “censura e guerra jurídica” que atingem cidadãos e plataformas americanas.
“Essas ações demonstram que o Brasil não busca apenas silenciar a dissidência política dentro de suas fronteiras, mas sim suprimir a liberdade de expressão em todo o mundo, inclusive nos Estados Unidos”, afirma o documento.
Alvo: Família Bolsonaro e Eleições de Outubro
O relatório aponta especificamente as ordens de Moraes contra Eduardo Bolsonaro, que mora nos EUA e atua como defensor de sanções americanas contra o ministro. O documento cita ordens sigilosas que proibiam as plataformas de tecnologia de informar os próprios alvos sobre as medidas tomadas contra eles.
- Entre setembro de 2025 e fevereiro de 2026, Moraes emitiu série de ordens contra Eduardo Bolsonaro
- Em novembro de 2025, o ministro votou pelo julgamento de Eduardo por atividade política nos EUA
- O comitê lembra que Flávio Bolsonaro e Lula estão virtualmente empatados nas pesquisas para 2026
- As ordens de censura podem “prejudicar significativamente” a capacidade de expressão da família Bolsonaro antes das eleições
Departamento de Estado Reforça Críticas
Em nota divulgada ao portal Metrópoles, o Departamento de Estado americano afirmou que monitora ações do governo Lula para “suprimir” críticos e ordens judiciais consideradas “amplas e desproporcionais”. A pasta criticou ainda ações do governo que, segundo Washington, “de forma secreta suprimem opiniões políticas desfavoráveis — incluindo as de jornalistas e autoridades eleitas — sem o devido processo legal”.
Contexto: Pressão Crescente dos EUA sobre o Brasil
O relatório faz parte de uma pressão crescente de Washington sobre o Brasil. Recentemente, o governo Trump também criticou o Pix como sistema que cria “desvantagem” para empresas americanas como Visa e Mastercard. O presidente Trump já havia expressado apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro por meio de aliados próximos.
Fontes: Gazeta do Povo, G1 Globo, Metrópoles — 01-02/04/2026