📊 PESQUISA ATLAS INTEL: Lula tem 50,6% de Rejeição e Perde para Flávio no 2º Turno — Pacote de Bondades Não Colou
Uma pesquisa do Instituto Atlas Intel em parceria com a consultoria Arko Advice, divulgada na quarta-feira (1º), jogou um balde de água fria nas estratégias eleitorais do governo Lula: o presidente acumula 50,6% de rejeição entre os eleitores brasileiros, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece com apenas 24% de rejeição — menos da metade. Nos cenários de segundo turno, Lula perde para Flávio Bolsonaro, Tarcísio de Freitas e Michelle Bolsonaro. É o efeito concreto de uma gestão que não entregou o que prometeu ao cidadão trabalhador.
Lula e Flávio Empatados — No Pior Sentido para o PT
Na pesquisa com 4.224 entrevistados (margem de erro de 2 pontos, confiança de 95%), os dados mostram que 41% dizem que “com certeza votariam” em Lula — exatamente o mesmo percentual registrado por Flávio Bolsonaro. Mas a diferença está na rejeição: enquanto o petista tem 50,6% de “de jeito nenhum”, Flávio aparece com apenas 24%. Para a família trabalhadora e o eleitor que avalia o desempenho do governo com base no preço do feijão, da gasolina e do aluguel, os números fazem todo sentido.
Entre os motivos de rejeição a Lula, 85,9% dos entrevistados apontam o envolvimento ou conveniência com corrupção como principal razão para não votar no petista. Outros 45,7% alegam que Lula “quer a população dependente do Estado” — crítica direta à expansão desenfreada de programas assistenciais. Para quem rejeita Flávio, o principal motivo (74,4%) é não querer um governo parecido com o de Jair Bolsonaro — argumento de quem está satisfeito com a atual situação do país, ou seja, cada vez menos gente.
“Modo Desespero” e o Efeito Biden no Horizonte
Os dados explicam por que o Planalto ativou o que analistas chamam de “modo desespero”: pacote de isenção de IR para até R$ 5 mil, escala 6×1 com urgência constitucional, regulamentação de entregadores por aplicativo e até revisão da “taxa das blusinhas”. A estratégia é jogar bondades eleitoreiras ao eleitor — mas o efeito não aparece nas pesquisas. Um artigo da Bloomberg já alertou para o “efeito Biden”: Lula corre o risco de repetir o erro do ex-presidente americano, que insistiu na candidatura mesmo com desgaste crescente, e perdeu feio para Trump.
- Lula: 50,6% de rejeição; 41% “com certeza votariam”
- Flávio Bolsonaro: 24% de rejeição; 41% “com certeza votariam”
- No 2º turno, Lula perde para Flávio, Tarcísio e Michelle
- 85,9% rejeitam Lula por corrupção
- Pesquisa Atlas Intel/Arko Advice — 4.224 entrevistados, margem de 2 pp
A conta das bondades eleitoreiras sempre chega. Com a inflação pressionada pela guerra no Irã, o endividamento das famílias no maior nível histórico e os escândalos do INSS e do Banco Master como pano de fundo, a probabilidade de que os pacotes do Planalto mudem o humor do eleitor antes de outubro de 2026 é cada vez menor. O trabalhador brasileiro sabe, no fundo, que não existe almoço grátis — e está provando que se lembra disso na hora de votar.
Fontes: Atlas Intel/Arko Advice, Jovem Pan, Gazeta do Povo — 01/04/2026