🗳️ FLÁVIO BOLSONARO MIRA MINAS: Zema no Páreo Presidencial, mas PL Quer o Governador como Vice — E Nikolas Fora do Cálculo
A corrida presidencial de 2026 tem um estado no centro do tabuleiro: Minas Gerais. O governador Romeu Zema (Novo-MG), com alta aprovação popular e perfil técnico alinhado ao mercado, mantém a pré-candidatura presidencial aberta — mas o PL já trabalha para trazê-lo como vice de Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O segundo maior colégio eleitoral do país voltará a ser o fiel da balança neste outubro.
O laboratório PL-Novo que chegou ao Sul e quer chegar ao Sudeste
A aliança entre PL e Novo já mostrou força nas eleições estaduais do Sul: em Santa Catarina, o governador Jorginho Mello (PL) lançou o ex-prefeito de Joinville Adriano Silva (Novo) como vice, enquanto no Paraná a chegada de Sergio Moro ao PL, com apoio do Novo, redesenhou o cenário estadual. O sucesso nesses estados abriu caminho para replicar a fórmula em Minas. A equação é simples: Zema entrega o estado-pêndulo, o perfil de outsider e a credibilidade com o empreendedor brasileiro. Flávio entrega a base bolsonarista nacional.
Por que Nikolas fica de fora
O presidenciável chegou a manifestar o desejo de ter Nikolas Ferreira como candidato do PL em Minas, mas o deputado não pretende deixar o Congresso e buscará a reeleição. Sem Nikolas, o PL mineiro trabalha com três alternativas para o palanque estadual: lançar candidatura própria, apoiar o governador Mateus Simões (PSD-MG) ou construir coligação com o senador Cleitinho (Republicanos-MG). O presidente estadual do PL, deputado Domingos Sávio, resume: “Não queremos romper com ninguém que compartilhe o mesmo propósito: tirar Lula do poder.”
Zema aposta no perfil antissistema
A campanha do governador mineiro analisa que Zema tem potencial de crescimento pelo anseio do eleitorado por um candidato antissistema — repetindo o fenômeno de 2018, quando Bolsonaro surpreendeu o Brasil inteiro. Zema saiu em defesa da anistia ao ex-presidente Bolsonaro e aos condenados pelo 8 de Janeiro, e foi um dos governadores mais críticos ao STF. A estratégia do mineiro é não antecipar negociações, para não repetir o erro de Ratinho Junior, que cedeu à pressão e abandonou a corrida antes de sair do papel. O embate entre a manutenção de uma candidatura própria e o papel de vice de Flávio deve se definir nos próximos meses — e vai pesar diretamente no resultado das urnas em outubro.