⚖️ MESSIAS AO SENADO: Indicado de Lula ao STF Cita Fé, Família e Trabalho — e Promete Imparcialidade
O advogado-geral da União, Jorge Messias, formalizou nesta quarta-feira (1º) sua indicação ao Supremo Tribunal Federal com uma carta aos senadores em que se apresenta como um homem guiado pela fé, pela família e pelo trabalho. A declaração surpreendeu parte do espectro político ao soar como uma concessão à base conservadora — dado que a vaga foi aberta pela aposentadoria da ministra Rosa Weber e o nome partiu do presidente Lula.
As palavras do candidato
Na mensagem oficial encaminhada ao Senado, Messias foi direto: “Meu compromisso, se aprovado por esta Casa, é o de exercer a jurisdição constitucional com independência, imparcialidade e fidelidade à Constituição, guiado pelos valores que me formam: a fé, a família, o trabalho, a ética no serviço público, a justiça e o amor ao Brasil.” O indicado também destacou sua origem evangélica — é membro da Igreja Batista Cristã de Brasília e filho de pais evangélicos —, num gesto que busca abrir caminho junto aos senadores da bancada cristã.
Mendonça abre as portas; Alcolumbre trava
O ministro André Mendonça, indicado ao STF pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, foi o primeiro da Corte a declarar apoio público a Messias. No passado, o próprio Mendonça enfrentou sabatina travada pelo atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que o fez esperar mais de quatro meses. Agora, a história pode se repetir: Alcolumbre deixou claro que a sabatina de Messias ocorrerá “no tempo de Davi” — sem prazo definido. O presidente da CCJ, Otto Alencar, afirmou que o processo levará de 8 a 15 dias após o recebimento formal, mas a bola está com Alcolumbre.
Senado e próximos passos
Para ser aprovado, Messias precisará de pelo menos 41 votos no plenário. O relator indicado é o senador Weverton Rocha (PDT-MA), que em dezembro foi alvo de busca e apreensão na Operação Sem Desconto, que investiga desvios no INSS. A combinação de um relator investigado e um presidente do Senado que já sabotou uma sabatina antes aumenta a incerteza sobre o calendário e o desfecho da votação. O trabalhador brasileiro aguarda saber se o décimo cadeira do STF ficará com alguém de princípios ou com mais um nome de conveniência política.