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POLíTICA

📊 LULA EM MODO DESESPERO: Pacote de Bondades Não Move Pesquisas e Trabalhador Paga a Conta — Flávio Bolsonaro Empata no Primeiro Turno

📊 LULA EM MODO DESESPERO: Pacote de Bondades Não Move Pesquisas e Trabalhador Paga a Conta — Flávio Bolsonaro Empata no Primeiro Turno

A estratégia do governo Lula de inundar o país com estímulos econômicos às vésperas das eleições de 2026 não está surtindo o efeito esperado nas pesquisas de intenção de voto. Segundo levantamentos do AtlasIntel e do Paraná Pesquisas divulgados nas últimas semanas, Lula lidera o primeiro turno, mas perde para Flávio Bolsonaro no segundo turno — o que levou aliados do PT a acionar o chamado “modo desespero” na Esplanada dos Ministérios.

O fracasso do pacote de bondades

Nos últimos meses, o governo apostou em isenção de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, ampliação do Bolsa Família, crédito subsidiado, regulamentação do trabalho por aplicativo e até um estudo para acabar com a “taxa das blusinhas”. O resultado, porém, foi pífio: a percepção do trabalhador sobre a economia permanece negativa. A inflação acumulou 3,9% em 12 meses, o endividamento das famílias chegou a 49,7% da renda e o comprometimento com juros e amortizações atingiu 29,2% — um dos piores índices do mundo. Especialistas ouvidos pela imprensa apontam que o crédito farto, mas caro, alimentou dívida e inadimplência, não bem-estar real.

“Efeito Biden” e guerra no Irã tornam o caminho ainda mais difícil

O governo enfrenta ainda o chamado “Efeito Biden”: o risco de insistir na candidatura de um presidente desgastado sem perceber que o eleitor já virou a página. A Bloomberg, em artigo publicado na última semana, comparou a situação de Lula à de Joe Biden antes de desistir da reeleição em 2024. A guerra entre EUA e Irã joga gasolina na fogueira: com o petróleo pressionado e o diesel disparando o frete e o preço dos alimentos, os estímulos fiscais do governo perdem o efeito antes de chegar ao bolso do cidadão. “Nada indica que Lula terá vida fácil até outubro”, avaliou economista do Ibre-FGV. No cenário atual, com a dívida pública crescendo e o espaço fiscal se estreitando, cada real gasto em bondade eleitoral hoje será cobrado do trabalhador amanhã.

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