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MUNDO

🇦🇷 MILEI DECLARA GUERRA AO TERRORISMO IRANIANO: Argentina Designa Guarda Revolucionária do Irã como Organização Terrorista — Dívida Histórica com as Vítimas da Amia

🇦🇷 MILEI DECLARA GUERRA AO TERRORISMO IRANIANO: Argentina Designa Guarda Revolucionária do Irã como Organização Terrorista — Dívida Histórica com as Vítimas da Amia

O governo argentino de Javier Milei anunciou oficialmente a designação da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã como organização terrorista, num gesto histórico que resgata uma dívida de mais de 30 anos com as famílias das vítimas dos atentados de Buenos Aires. A decisão coloca a Argentina ao lado de 17 países e da União Europeia que já adotam essa classificação — e contrasta com a postura leniente do governo Lula, que defende o Irã publicamente mesmo durante a guerra.

A dívida histórica da Argentina com as vítimas

A declaração de Milei faz referência direta aos dois atentados mais sangrentos da história argentina: o ataque à Embaixada de Israel em Buenos Aires em 1992, que matou 29 pessoas, e a explosão na sede da Associação Mutual Israelita Argentina (Amia) em 1994, que deixou 85 mortos. Em abril de 2024, o Tribunal Federal de Cassação Criminal argentino atribuiu formalmente ao regime iraniano e ao grupo terrorista Hezbollah a responsabilidade pelos dois atos. “Esta decisão quite uma dívida histórica de mais de 30 anos com as famílias das vítimas”, afirmou o governo argentino no comunicado oficial.

Impacto prático e contraste com o Brasil

Com a nova designação, a Argentina poderá aplicar sanções financeiras e restrições operacionais à Guarda Revolucionária, protegendo o sistema financeiro do país de ser utilizado para fins ilícitos pelo regime de Teerã. A medida também habilita Brasília a cancelar transações bancárias e impedir a movimentação de recursos vinculados ao grupo. O contraste com o Brasil é gritante: enquanto Milei fecha o cerco ao terrorismo islâmico, o presidente Lula chegou a defender publicamente o Irã durante a guerra e culpou o conflito pelo aumento dos combustíveis, sem qualquer menção às responsabilidades do regime iraniano. Na América do Sul, Equador e Paraguai já haviam tomado medida semelhante — o Brasil segue na contramão.

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