⛽ LULA PROMETE CONTER COMBUSTÍVEL ENQUANTO GUERRA EXPLODE O PETRÓLEO: Trabalhador Paga a Conta — Diesel Já Pressiona Frete e Alimentos
O presidente Lula afirmou nesta quarta-feira (1º/4) que vai “conter a alta dos combustíveis no Brasil” em meio à escalada do petróleo provocada pela guerra entre EUA e Irã. A promessa soa familiar: é a mesma que o governo repete toda vez que o barril sobe — e que invariavelmente chega tarde demais para o trabalhador que abastece o carro ou para o caminhoneiro que move o país.
O petróleo tipo Brent chegou a superar US$ 105 o barril após Trump ameaçar destruir a infraestrutura energética iraniana. Mesmo com a leve queda posterior — quando o presidente americano sinalizou possibilidade de acordo em duas semanas —, o preço segue em patamar elevado. O diesel, que já pesava no bolso do trabalhador e no custo do frete, tende a pressionar ainda mais os preços dos alimentos nas prateleiras. A Petrobras, que segue a paridade internacional, não tem como ignorar indefinidamente essa realidade.
O governo Lula enfrenta um dilema clássico: segurar o preço dos combustíveis significa subsidiar com dinheiro público — o mesmo dinheiro que falta para saúde, segurança e infraestrutura. Deixar subir significa inflação e desgaste político às vésperas das eleições. O trabalhador brasileiro, como sempre, está no meio do fogo cruzado entre a guerra no Oriente Médio e as decisões de Brasília. Enquanto isso, o “país está infinitas vezes melhor”, segundo o próprio presidente.