O presidente argentino Javier Milei ordenou a deportação do ativista brasileiro Thiago Ávila, 39 anos, ao chegar a Buenos Aires na terça-feira (31). O caso gerou repercussão internacional e acirrou o debate sobre soberania, ativismo e liberdade de circulação.
O que aconteceu
Thiago Ávila, natural de Brasília, desembarcou no Aeroparque Jorge Newbery acompanhado da esposa e da filha de menos de dois anos. Ao chegar, foi detido pela polícia aeroportuária. Segundo relatos, os policiais disseram que “sabiam quem ele era” e que ele “não seria bem-vindo na Argentina”.
A ordem de deportação teria partido do alto escalão do governo argentino, segundo parlamentares do país vizinho. Nenhuma autoridade argentina se manifestou oficialmente.
Quem é Thiago Ávila
- Ativista pró-Palestina com mais de 1 milhão de seguidores no Instagram
- Dirigente da Global Sumud Flotilla, movimento que tenta furar o bloqueio israelense a Gaza
- Candidato a deputado federal pelo PSOL em 2022
- Amigo próximo da ativista sueca Greta Thunberg
- Em 2025, foi preso por forças israelenses ao tentar levar ajuda humanitária a Gaza por via marítima
A posição de Milei
Milei é um dos maiores defensores de Israel na América Latina. O presidente argentino apoiou abertamente a ofensiva em Gaza e tem estreita relação com o governo de Donald Trump. A deportação de Ávila é vista como um sinal político claro de alinhamento com Israel e os EUA.
Após negociações, Ávila foi levado ao Aeroporto de Ezeiza e partiu para Barcelona, onde seguiria viagem já previamente planejada.
Reação no Brasil
O caso gerou reações de parlamentares e movimentos de esquerda no Brasil. O governo Lula ainda não se pronunciou oficialmente sobre a deportação do cidadão brasileiro.
Fontes: Jovem Pan, G1/Agência Brasil