📊 ‘EFEITO BIDEN’ ASSOMBRA LULA: Pacote de Bondades Não Move Pesquisas e Governo Ativa Modo Desespero às Vésperas das Eleições
A estratégia do governo Lula de colher dividendos eleitorais com um pacote de estímulos econômicos — incluindo isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, expansão do crédito e reforço de programas sociais — não gerou os ganhos esperados nas pesquisas. O resultado acendeu o sinal vermelho entre marqueteiros e aliados do petista, que já falam abertamente em “efeito Biden”.
Pesquisa do AtlasIntel, divulgada em 25 de março, mostra Lula liderando o primeiro turno, mas perdendo no segundo turno para Flávio Bolsonaro, Tarcísio de Freitas e Michelle Bolsonaro. O levantamento do Paraná Pesquisas, de 30 de março, vai além: Lula e Flávio aparecem empatados já no primeiro turno, dentro da margem de erro — e o filho de Jair Bolsonaro vence na simulação de segundo turno.
A combinação de fatores que ameaça o projeto de reeleição é explosiva: alta do petróleo em função da guerra no Oriente Médio, inflação resistente, endividamento das famílias no maior nível histórico — 49,7% da renda, segundo o Banco Central — e os escândalos do INSS e do Banco Master que continuam dominando o noticiário. “Nada indica que Lula terá vida fácil até outubro”, avaliou João Mário de França, do Ibre-FGV.
Governo muda de estratégia, mas remédio pode piorar o quadro
Em reação à sangria nas pesquisas, o governo articula uma nova rodada de medidas: regulamentação do trabalho por aplicativos, fim da escala 6×1, crédito rotativo e até estudo para acabar com a “taxa das blusinhas” — imposto que o próprio governo Lula criou em 2024 sobre compras em sites como Shein e Shopee. A inversão de curso expõe o oportunismo eleitoral da gestão petista.
Especialistas alertam que as medidas trazem efeitos colaterais que podem comprometer os ganhos esperados. O novo ministro da Fazenda, Dario Durigan — que substituiu Fernando Haddad —, foi incumbido da tarefa de segurar os preços dos combustíveis sem repassar ao consumidor a alta do petróleo. Uma equação que economistas consideram, no mínimo, de difícil execução a poucos meses do pleito.