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POLíTICA

🏛️ STF NO RIO: Zanin Suspende Eleição Indireta, Moraes Prende Bacellar e Estado Entra em Crise de Governabilidade

🏛️ STF NO RIO: Zanin Suspende Eleição Indireta, Moraes Prende Bacellar e Estado Entra em Crise de Governabilidade

O Rio de Janeiro vive uma crise institucional sem precedentes. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin suspendeu nesta sexta-feira (27) a realização de eleições indiretas para governador do estado, mantendo o presidente do Tribunal de Justiça no exercício do poder executivo. A decisão mergulhou o estado num vácuo político que preocupa lideranças e cidadãos fluminenses.

O impasse começou quando o governador Cláudio Castro (PL) renunciou ao cargo na segunda-feira (23), véspera de seu julgamento no Tribunal Superior Eleitoral. No dia seguinte, o TSE cassou seu mandato e o declarou inelegível. Sem vice — o ex-vice Thiago Pampolha havia renunciado em 2025 para assumir uma vaga no TCE-RJ — a linha sucessória apontava para o presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), deputado Rodrigo Bacellar. O problema: Bacellar também teve o mandato cassado e, por ordem do ministro Alexandre de Moraes, foi preso preventivamente na mesma sexta-feira.

Disputa pela cadeira fluminense no STF

O STF formou maioria — 6 a 4 — para manter a eleição indireta e secreta, com a escolha pelos deputados estaduais. Votaram a favor os ministros Fux, Cármen Lúcia, Nunes Marques, André Mendonça, Toffoli e Fachin. Já Zanin, Moraes, Gilmar Mendes e Dino divergiram, defendendo eleição direta pelo cidadão. A decisão de Zanin de suspender o plenário virtual e levar o caso ao plenário físico colocou tudo em suspenso — beneficiando diretamente o PSD do ex-prefeito Eduardo Paes, que acionou o STF justamente para barrar a eleição indireta.

Democracia ou interferência judicial?

Para a oposição, o episódio ilustra um padrão preocupante: ministros do STF interferindo diretamente no processo eleitoral e na sucessão de governantes de estados. O trabalhador e o cidadão fluminense seguem sem governador eleito, enquanto a batalha jurídica se arrasta pelos corredores de Brasília. O TRE-RJ marcou para terça-feira (31) a cerimônia de retotalização dos votos para definir o substituto de Bacellar na Alerj — mais um capítulo de uma crise que o STF, ao invés de resolver, parece estar prolongando.

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