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BRASIL

🚨 STF PARALISA O RIO: Zanin Suspende Eleição Indireta, Moraes Prende Bacellar e Estado Fica sem Governador Legítimo

🚨 STF PARALISA O RIO: Zanin Suspende Eleição Indireta, Moraes Prende Bacellar e Estado Fica sem Governador Legítimo

O Rio de Janeiro amanheceu neste sábado (28) em um impasse institucional sem precedentes. O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu a realização das eleições indiretas para governador do estado. Na mesma sexta-feira (27), o ministro Alexandre de Moraes ordenou a prisão preventiva do deputado estadual Rodrigo Bacellar, recém-eleito presidente da Alerj. O Rio, na prática, está acéfalo.

A Crise que Chegou ao STF

O caos começou quando o governador Cláudio Castro (PL) renunciou na segunda-feira (23), véspera de seu julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). No dia seguinte, o TSE cassou seu mandato e o declarou inelegível. Sem vice — o ex-vice Thiago Pampolha havia renunciado em 2025 para assumir vaga no TCE-RJ — a linha sucessória levou o caso à presidência da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). Mas Rodrigo Bacellar, que ocupava o cargo, foi afastado por investigação e depois preso por ordem de Moraes. O deputado Douglas Ruas (PL), eleito presidente da Alerj em seguida, foi bloqueado por decisão judicial antes mesmo de assumir. A desembargadora Suely Lopes Magalhães anulou a votação da Alerj, argumentando que a eleição do novo presidente só poderia ocorrer após a retotalização dos votos da eleição de 2022.

STF Racha 6 a 4

O plenário virtual do STF havia formado maioria para manter a eleição indireta e secreta — com votos de Fux, Cármen Lúcia, Nunes Marques, André Mendonça, Toffoli e Fachin. Mas Zanin puxou o caso para o plenário físico, suspendendo a decisão. Os ministros Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Flávio Dino votaram pela eleição direta. O caso agora vai ao plenário presencial, sem data definida. Enquanto isso, o presidente do TJRJ exerce interinamente o Executivo estadual. O PSD de Eduardo Paes acionou o STF para barrar a eleição indireta, num movimento que beneficiaria diretamente a candidatura do ex-prefeito carioca.

Intervenção Judicial ou Caos Político?

Para críticos, a sucessão de decisões judiciais no Rio representa mais um capítulo da interferência do STF sobre o processo político eleitoral. O que era para ser uma transição gerenciada pelos representantes eleitos tornou-se um imbróglio com múltiplos atores judiciais decidindo o destino de um estado com 17 milhões de habitantes. O trabalhador e o cidadão fluminense assistem, sem poder votar, a uma disputa travada nos gabinetes de Brasília.

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