🔥 BIA KICIS CHAMA SORAYA DE “SIRIGAITA” NA CPMI: Bolsonarista Detona Notícia-Crime Contra Relator Gaspar — “Jogada Suja para Desviar o Foco”
A deputada federal Bia Kicis (PL-DF) protagonizou um momento explosivo na sessão da CPMI do INSS nesta sexta-feira (27), ao chamar a senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) de “sirigaita” e acusar governistas de usar uma “jogada suja” para destruir o relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL).
O que aconteceu
Durante a sessão da CPMI, Soraya Thronicke e o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) protocolaram na Polícia Federal uma notícia-crime acusando o relator Gaspar de estupro de vulnerável e fraude processual — referente a um caso antigo, sem relação com a CPMI.
A denúncia caiu como uma bomba no meio da votação do relatório final, que propunha o indiciamento de mais de 216 pessoas, incluindo o filho do presidente Lula, Lulinho, o banqueiro Daniel Vorcaro e o vice-líder do governo no Senado.
A resposta de Bia Kicis
Kicis subiu ao microfone inflamada e classificou a denúncia como “nojenta e abjeta”.
“Sirigaita”, disse ela, ao se referir a Soraya diretamente durante o pronunciamento.
“As denúncias visam apenas manchar o caráter do relator e envergonham a classe política brasileira”, afirmou a parlamentar bolsonarista, chamando a manobra de uma tentativa deliberada de desviar o foco das investigações sobre o esquema bilionário no INSS.
Gaspar nega e rebate com vídeo
O próprio relator Alfredo Gaspar negou veementemente as acusações, classificando-as como “cortina de fumaça” montada para desmoralizar seu relatório final. Durante a sessão, ele exibiu um vídeo em que a suposta vítima nega a ocorrência do crime.
Derrota no voto final
Apesar da resistência da oposição, o relatório de Gaspar foi rejeitado por 19 votos a 12 na madrugada de sábado (28), após o governo mobilizar parlamentares — incluindo a exoneração do ministro Carlos Fávaro para que voltasse ao Senado e votasse contra o texto.
A CPMI do INSS foi encerrada sem nenhum relatório aprovado, em meio a denúncias de blindagem política e interferência judicial.
O contexto maior
- O relatório de Gaspar pedia investigação de Toffoli, da esposa de Moraes (contrato de R$129 mi com o Master) e do filho do ex-ministro Lewandowski
- O STF havia derrubado a prorrogação da CPMI por 8×2 dias antes
- Governo apresentou relatório alternativo pedindo indiciamento de Jair Bolsonaro e Flávio Bolsonaro
- Nikolas Ferreira chamou o encerramento de “enterro da CPMI pelo STF”
Fontes: Jovem Pan, Gazeta do Povo